Copel registra lucro recorrente de R$ 639 milhões no 1T26 e amplia Ebitda em 16,7%

Companhia paranaense consolida trajetória de crescimento operacional no período pós-privatização, impulsionada por eficiência em custos e performance em ativos de geração e transmissão.

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) reportou, nesta terça-feira (05/05/2026), um lucro líquido recorrente de R$ 639 milhões no primeiro trimestre de 2026. O resultado representa um avanço de 10,7% em comparação ao mesmo intervalo do ano anterior, refletindo a sólida execução da estratégia de otimização de portfólio e gestão financeira.

O desempenho operacional, medido pelo Ebitda recorrente (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização), atingiu a marca de R$ 1,75 bilhão. Este montante indica uma expansão de 16,7% sobre o primeiro trimestre de 2025, sinalizando uma melhora nas margens operacionais da companhia em seus principais segmentos de atuação.

Alavancagem financeira e estrutura de capital

No encerramento de março de 2026, a Copel apresentou um índice de alavancagem de 2,8 vezes na relação dívida líquida sobre Ebitda. O indicador superou as 2,3 vezes registradas no 1T25, movimento que se justifica, em parte, pelo ciclo de investimentos e captações estratégicas realizadas para sustentar o crescimento orgânico e a manutenção de ativos.

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O balanço patrimonial consolidado revela um ativo total de R$ 62,9 bilhões, enquanto o patrimônio líquido da companhia encerrou o período em R$ 23,7 bilhões. A posição de caixa e equivalentes de caixa saltou para R$ 5,1 bilhões, um incremento substancial frente aos R$ 3,1 bilhões verificados ao final de 2025, reforçando a liquidez da empresa para os próximos trimestres.

Sucesso em leilões e expansão da capacidade

Um dos destaques do trimestre foi a participação vitoriosa no Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência, ocorrido em março. A Copel comercializará 1.862,8 MW de capacidade instalada por meio das usinas UHE Segredo e UHE Foz da Areia (FDA).

A administração da companhia detalha os termos do contrato, que prevê um prazo de 15 anos para a comercialização do produto: “A receita bruta fixa estabelecida é de R$ 963,2 milhões ao ano para UHE Foz da Areia e R$ 1.635,4 milhões ao ano para UHE Segredo. O investimento previsto é de R$ 4,9 bilhões (R$ 3,6 bilhões de Segredo e R$ 1,3 bilhões de FDA) e o início das operações está previsto para agosto de 2030 para ambas as usinas.”

Gestão de passivos e eficiência tributária

A companhia também avançou na compensação de créditos tributários. No 1T26, a Copel Distribuição realizou a compensação de R$ 59,6 milhões referentes ao direito de exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins, processo transitado em julgado em 2020.

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Além disso, a empresa iniciou em 2026 as operações de risco sacado, oferecendo aos fornecedores a opção de antecipação de recebíveis. Segundo a governança da Copel, essa modalidade visa dar fôlego financeiro à cadeia de suprimentos sem alterar as condições, prazos ou encargos pactuados originalmente, mantendo a integridade do fluxo de caixa operacional.

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