Produção de petróleo e gás cresce 19% em junho e atinge recorde de 5,84 milhões de boe/d

Pré-sal responde por 82% da produção nacional, enquanto campo de Búzios supera 1 milhão de barris por dia; entrada da P-79 eleva temporariamente a queima de gás

A produção brasileira de petróleo e gás natural atingiu 5,842 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) em junho de 2026, registrando crescimento de 19% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os dados constam no Boletim Mensal da Produção divulgado nesta segunda-feira (3) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e refletem o avanço da produção no pré-sal, especialmente na Bacia de Santos.

O resultado foi impulsionado pelo aumento da produção de petróleo e gás natural, além da expansão da capacidade operacional de ativos estratégicos offshore. O pré-sal respondeu por 82% da produção nacional, consolidando sua posição como principal fronteira produtiva do país.

Produção de petróleo e gás mantém trajetória de crescimento

A produção de petróleo alcançou 4,475 milhões de barris por dia (bbl/d) em junho, alta de 4% frente a maio e de 19,1% na comparação anual. Já a produção de gás natural somou 217,35 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), crescimento de 5,5% em relação ao mês anterior e de 19,7% na comparação com junho de 2025.

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O desempenho acompanha a entrada em operação de novas unidades de produção e a ampliação da capacidade instalada nos principais campos marítimos do país.

Pré-sal concentra mais de quatro quintos da produção nacional

A produção proveniente do pré-sal alcançou 4,788 milhões de boe/d, volume equivalente a 82% de toda a produção brasileira de petróleo e gás. Na comparação com maio, o crescimento foi de 4,2%, enquanto frente a junho de 2025 o avanço chegou a 24%. A produção foi sustentada por 198 poços ativos, concentrados principalmente na Bacia de Santos.

Os campos marítimos permaneceram como o principal polo produtor do país, respondendo por 98,1% da produção de petróleo e 87,6% da produção de gás natural.

A Petrobras, individualmente ou em consórcios, manteve ampla liderança na atividade de exploração e produção, sendo responsável por 87,08% da produção nacional. Ao todo, estavam em operação 6.579 poços produtores, dos quais 608 marítimos e 5.971 terrestres.

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Búzios ultrapassa 1 milhão de barris por dia

Entre os ativos produtores, o campo de Búzios, na Bacia de Santos, permaneceu na liderança da produção nacional de petróleo ao ultrapassar a marca de 1,02 milhão de barris por dia.

O destaque entre as unidades offshore foi o FPSO Almirante Tamandaré, que registrou produção média de 253.801 barris diários, tornando-se a plataforma com maior produção de petróleo do país durante o mês.

Na produção de gás natural, o campo de Mero liderou o ranking nacional ao produzir 48,73 milhões de m³/d. Parte desse desempenho foi sustentada pelas operações do FPSO Marechal Duque de Caxias, responsável por 13,36 milhões de m³/d.

Aproveitamento do gás permanece elevado

A ANP informou que 97% do gás natural produzido teve aproveitamento comercial em junho, mantendo elevado o índice de utilização da produção nacional. Do volume total extraído, 64,36 milhões de m³/d foram disponibilizados ao mercado e ao sistema de escoamento. A queima de gás natural totalizou 6,63 milhões de m³/d, crescimento de 12,9% em relação a maio e de 10,1% na comparação anual.

Ao explicar a variação do indicador, a ANP informou: “O aumento da queima se deve, principalmente, ao comissionamento da plataforma P-79, no campo de Búzios.”

Segundo a agência, o aumento está associado aos procedimentos operacionais realizados durante a entrada em operação da nova unidade de produção, etapa que costuma demandar maior volume de flaring até a estabilização dos sistemas.

Produção reforça papel estratégico do Brasil no mercado global

Os números de junho reforçam a expansão da produção brasileira de petróleo e gás, sustentada pelo desenvolvimento dos campos do pré-sal e pela entrada de novas plataformas na Bacia de Santos.

Além de ampliar a oferta nacional de hidrocarbonetos, o crescimento da produção fortalece a disponibilidade de gás natural para abastecimento da indústria, da geração termelétrica e de outros segmentos consumidores, consolidando o Brasil entre os principais produtores mundiais de petróleo offshore.

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