Odata e Serena avançam em M&A de usinas renováveis com aval do Cade

Transação aprovada pelo Cade envolve participação integral em três usinas em desenvolvimento e reforça a estratégia de suprimento para data centers

A Odata Brasil e a Serena Energia expandiram sua atuação conjunta por meio de um novo acordo para transferência de participação acionária em projetos de geração renovável. O negócio prevê a aquisição, pela desenvolvedora de data centers, da totalidade das ações detidas por uma subsidiária da Serena nas usinas Serena Desenvolvimento de Energia 37, 38 e 39, todas localizadas no estado da Bahia e atualmente em fase de desenvolvimento.

O valor envolvido na transação e os detalhes financeiros da operação não foram divulgados pelas companhias. O aval regulatório para o negócio foi formalizado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), com a publicação do despacho de aprovação sem restrições no Diário Oficial da União (DOU). A operação não demanda anuência de outras autoridades antitruste ou órgãos reguladores, no Brasil ou no exterior.

Alinhamento estratégico e suprimento para infraestrutura digital

A movimentação consolida uma tendência crescente no setor elétrico brasileiro: a verticalização e a garantia de autoprodução ou contratos de longo prazo para atender à alta demanda energética do segmento de infraestrutura digital. Ao notificar o órgão de defesa da concorrência, a Odata destacou que a operação está alinhada à sua estratégia de expansão corporativa no país, viabilizando o suprimento futuro de eletricidade para os seus data centers: “A operação alinha-se à estratégia de expansão no mercado nacional de data centers, viabilizando o suprimento de energia elétrica para os novos ativos.”

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Reciclagem de capital e otimização de portfólio

Para a Serena Energia, a alienação do controle acionário nos três empreendimentos baianos integra uma estratégia de gestão de ativos e alocação eficiente de capital em projetos em fase pré-operacional. Avaliando os impactos corporativos da negociação apresentada ao regulador, a geradora pontuou a oportunidade de mercado identificada no desinvestimento: “A operação fortalece o posicionamento estratégico e a atratividade comercial do negócio.”

A integração entre os ativos de geração na Bahia e as operações de processamento de dados da Odata reforça a convergência entre a transição energética e a expansão do mercado de data centers, consolidando a matriz limpa como requisito central de viabilidade para o setor de tecnologia.

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