A nova era da energia exige pluralidade e liderança feminina

Por Maysa Calmona, Gerente de Comunicação e Marketing da Tecnogera

A transição energética e a aceleração da eletrificação global estão transformando a forma como governos, indústrias e empresas pensam seus negócios. Em um cenário marcado pela busca por mais sustentabilidade, eficiência e inovação, a capacidade de adaptação se tornou um dos principais diferenciais competitivos.

Mas essa transformação não depende apenas de novas tecnologias, equipamentos ou investimentos. Ela passa, sobretudo, pelas pessoas que constroem e lideram esse movimento. Para que o setor de infraestrutura e energia avance de forma consistente, é fundamental ampliar a diversidade de talentos e criar ambientes capazes de incorporar diferentes perspectivas, experiências e formas de pensar.

Nesse contexto, a presença feminina deixa de ser apenas uma pauta de inclusão e passa a ser uma questão estratégica para o futuro do setor. Equipes mais diversas contribuem para ampliar a capacidade de inovação, melhorar processos de decisão e responder aos desafios cada vez mais complexos da indústria.

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O panorama atual e o valor da diversidade

Apesar dos avanços, os dados mostram que ainda há um longo caminho para alcançar maior equidade de gênero no setor de energia. Segundo levantamento da Agência Internacional de Energia (IEA), as mulheres representam cerca de 39,5% da força de trabalho global, mas ocupam apenas 16% dos postos no setor elétrico. A diferença é ainda mais significativa quando observamos os cargos de liderança: no Brasil, elas representam cerca de 20% da força de trabalho do setor elétrico, mas ocupam apenas 5,55% das posições de alta liderança, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

Essa diferença também representa uma oportunidade para as empresas. Estudos consolidados de consultorias globais, como a McKinsey & Company, demonstram de forma recorrente que empresas que possuem maior diversidade de gênero em suas equipes têm cerca de 25% mais chances de alcançar rentabilidade acima da média de seu mercado. Além disso, ambientes diversos favorecem a troca de ideias, reduzem pontos cegos nas decisões e fortalecem a inovação.

Superando barreiras estruturais

A construção de um setor mais inclusivo envolve desafios históricos. Áreas ligadas à engenharia, infraestrutura e energia ainda possuem uma predominância masculina, cenário que pode criar barreiras para a entrada e o desenvolvimento de mulheres ao longo da carreira.

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A mudança desse cenário exige iniciativas concretas por parte das empresas. Mais do que ampliar a contratação de mulheres, é necessário criar condições para que elas possam crescer e ocupar posições estratégicas. Isso passa por programas de mentoria e desenvolvimento profissional, processos de promoção mais transparentes, incentivo à formação em áreas técnicas e lideranças comprometidas com uma cultura organizacional mais inclusiva.

O caminho para o amanhã

O futuro do setor de energia será construído pela combinação entre tecnologia, conhecimento técnico e pessoas preparadas para lidar com novos desafios. Incorporar diferentes perspectivas não é apenas uma questão de representatividade, mas uma forma de fortalecer a capacidade das organizações de inovar e evoluir.

Na Tecnogera, empresa brasileira especializada no fornecimento de soluções de energia temporária e equipamentos para trabalho em altura, essa visão faz parte de um movimento contínuo de desenvolvimento organizacional. Atualmente, dos mais de 800 colaboradores da companhia, 30,5% são mulheres, que já ocupam posições estratégicas de liderança, representando 13,2% dos cargos de gestão.

Ampliar o protagonismo feminino no setor de energia é um passo essencial para construir empresas mais preparadas, inovadoras e conectadas aos desafios das próximas décadas.

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