Inteligência artificial redefine os setores de energia, óleo e gás com ganhos em eficiência e segurança

Estudo da EY aponta que 92% das empresas globais de óleo e gás já investem ou pretendem investir em IA até 2028; soluções de visão computacional ampliam produtividade, reduzem falhas e elevam padrões de segurança

A inteligência artificial (IA) e a visão computacional estão deixando de ser apenas tendências para se consolidarem como pilares de transformação nos setores de energia, óleo e gás. A adoção dessas tecnologias cresce em ritmo acelerado, impulsionada pela necessidade de aumentar a eficiência, reduzir custos operacionais e elevar os níveis de segurança em cadeias produtivas críticas.

De acordo com um estudo da Ernst & Young (EY), 92% das empresas de óleo e gás no mundo já investem ou pretendem investir em IA nos próximos cinco anos. Essa movimentação reforça a percepção de que a digitalização é indispensável para garantir competitividade em um mercado global marcado por pressões econômicas, regulatórias e ambientais.

IA e visão computacional: impactos concretos na operação

Na prática, soluções de inteligência artificial já são aplicadas em frentes como monitoramento inteligente de ambientes industriais, gestão avançada de ativos e leitura automatizada de medidores e cilindros. Tais recursos reduzem falhas humanas, ampliam a rastreabilidade e otimizam processos que, até pouco tempo atrás, eram manuais e sujeitos a erros.

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“Atualmente, é possível considerar a visão computacional como uma importante aliada no funcionamento e dinâmica dos setores de energia, óleo, gás e até petróleo. Quando combinada com IA, vemos avanços nessas áreas, incluindo a otimização em várias etapas dos processos, seja de produção, distribuição, inspeção ou saída ao consumidor final. Essas soluções já estão transformando a forma como as utilities operam, mostrando os impactos positivos e mensuráveis gerados”, afirma André Sih, Founder & Managing Partner da Fu2re.

Segundo o executivo, essas tecnologias criam um ecossistema digital robusto, capaz de ampliar eficiência e, ao mesmo tempo, fortalecer pilares estratégicos como sustentabilidade, inovação e resiliência.

Soluções que já entregam resultados

Entre as empresas que se destacam na aplicação de IA e visão computacional está a Fu2re, scale up brasileira que desenvolve plataformas para otimizar processos em utilities e indústrias de energia e óleo e gás. Entre as soluções oferecidas, destacam-se:

  • SmartVision AI: plataforma no-code de IA que permite a empresas treinar ou desenvolver modelos próprios com rapidez e segurança.
  • SmartAssets: ferramenta para mapeamento de ativos de iluminação pública com máxima precisão por meio de GNSS.
  • SmartReader: leitura automatizada de medidores de energia, água e gás, reduzindo falhas humanas.
  • SmartReader Cylinder: registro automático da tara e validade de cilindros de gás, reforçando segurança logística.
  • EnergyWatch: sistema que identifica fraudes e perdas não técnicas na rede elétrica, permitindo inspeções mais eficazes.
  • Electrician Safety System: monitoramento de imagens para detecção de falhas no uso de EPIs, elevando a proteção de equipes em campo.

“Vemos a visão computacional reduzindo falhas e acidentes em inspeções e otimizando processos em toda a cadeia. Essas soluções já estão transformando a forma como empresas desses setores operam, mostrando os impactos positivos e mensuráveis gerados. Na Fu2re, estamos alinhados a esse movimento de constante avanço de IA”, reforça Sih.

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O desafio da mensuração e o core business digital

Embora o entusiasmo com a inteligência artificial cresça, muitas empresas ainda esbarram em uma questão sensível: como mensurar, na prática, os resultados da aplicação dessas tecnologias. Para a Fu2re, o caminho passa pela incorporação da IA ao core business, traduzindo ganhos em números financeiros e melhorias diárias no fluxo de trabalho.

Exemplos concretos sustentam essa visão. O SmartReader pode reduzir em até 1/6 os custos de medição e aumentar em 20% a produtividade. Já o SmartAssets proporciona 30% de ganho em produtividade e acelera em até 100 vezes os processos de atualização de inventário.

“Embora muitas empresas ainda vejam a mensuração de resultados da IA como um desafio, as soluções e números da Fu2re mostram que é possível integrar a inteligência artificial ao negócio principal de uma empresa, trazendo ganhos concretos em eficiência e redução de tarefas repetitivas”, finaliza André Sih.

Futuro dos setores de energia, óleo e gás com IA

O movimento de digitalização com IA e visão computacional não é apenas uma tendência tecnológica, mas um imperativo estratégico. As empresas que conseguirem integrar essas soluções ao coração de suas operações estarão mais bem posicionadas para enfrentar os desafios de um setor em transformação, que exige eficiência operacional, transparência, sustentabilidade e inovação contínua.

Com a perspectiva de crescimento acelerado, os próximos anos devem consolidar a inteligência artificial como um dos motores centrais da nova fase da indústria energética e de óleo e gás.

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