Axia Energia lucra R$ 3,7 bilhões no 1º trimestre e acelera expansão em transmissão

Companhia reverte prejuízo registrado em 2025, amplia Ebitda em 60% e reduz em R$ 2,2 bilhões passivos ligados a empréstimos compulsórios

A Axia Energia iniciou 2026 com uma forte recuperação operacional e financeira. A companhia encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido ajustado de R$ 3,7 bilhões, revertendo o prejuízo de R$ 80 milhões registrado no mesmo período do ano passado.

O desempenho representa também um avanço de 196% em relação ao quarto trimestre de 2025, consolidando um movimento de melhora na rentabilidade sustentado pela expansão operacional e pelo fortalecimento da estrutura financeira.

O resultado foi impulsionado por um crescimento robusto na geração de caixa. O Ebitda regulatório ajustado alcançou R$ 8,6 bilhões, alta de 60% na comparação anual, refletindo ganhos de eficiência, redução de despesas estruturais e melhor controle de provisões.

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A evolução dos indicadores reforça a estratégia da companhia de concentrar investimentos em ativos regulados de transmissão, segmento que oferece maior previsibilidade de receitas e estabilidade operacional.

Transmissão concentra investimentos e lidera expansão

A área de transmissão permaneceu no centro da estratégia de crescimento da empresa. Dos R$ 1,4 bilhão investidos no trimestre, avanço de 36% frente ao mesmo período de 2025, cerca de R$ 977 milhões foram destinados à expansão e modernização da infraestrutura de rede.

O montante aplicado em transmissão cresceu 49% em doze meses, reforçando a prioridade dada pela companhia aos ativos regulados, considerados essenciais para sustentar previsibilidade de caixa em um ambiente de maior volatilidade do mercado de energia.

Além da transmissão, a Axia direcionou R$ 185 milhões para geração de energia, R$ 86 milhões para iniciativas ambientais e R$ 67 milhões para infraestrutura de suporte operacional. A estratégia combina crescimento da base regulada com fortalecimento de um portfólio de geração renovável, alinhando expansão operacional e agenda de descarbonização.

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Gestão de passivos melhora perfil financeiro

Outro ponto relevante do balanço foi o avanço na redução de passivos históricos associados aos empréstimos compulsórios do setor elétrico.

A companhia informou diminuição de R$ 2,2 bilhões nesse estoque de obrigações em comparação ao primeiro trimestre de 2025. Desde o início da estratégia de renegociação, em 2022, a redução acumulada já alcança R$ 14,8 bilhões.

O movimento melhora indicadores de alavancagem, reduz pressões judiciais e fortalece o perfil de crédito da companhia, ampliando sua capacidade de captação para financiar novos projetos de infraestrutura e energia limpa.

No setor elétrico, a gestão desses passivos é considerada relevante para destravar investimentos e reduzir riscos financeiros de longo prazo.

Receita regulada amplia previsibilidade operacional

O modelo de negócios da Axia reforça uma tendência observada entre grandes grupos do setor: maior concentração em ativos regulados e receitas previsíveis para compensar oscilações do mercado livre de energia.

A combinação entre transmissão e geração renovável contribui para maior resiliência operacional, especialmente em um ambiente marcado por mudanças no perfil de consumo, expansão das renováveis intermitentes e necessidade crescente de modernização da rede elétrica.

Além de ampliar estabilidade financeira, a estratégia cria espaço para investimentos em digitalização, eficiência operacional e reforço da infraestrutura de transmissão, tema cada vez mais relevante diante do crescimento da carga elétrica e da interiorização da geração renovável no Brasil.

Companhia reforça posição em infraestrutura energética

Os resultados do primeiro trimestre indicam que a companhia entra em um novo ciclo de crescimento apoiado em expansão de rede, desalavancagem e maior capacidade de geração de caixa.

A melhora nos indicadores financeiros também fortalece a posição da empresa em futuras disputas por ativos e projetos de infraestrutura energética, segmento que deve continuar recebendo investimentos relevantes nos próximos anos, especialmente em transmissão e integração de fontes renováveis.

Com maior previsibilidade regulatória e foco em ativos de longo prazo, a Axia busca consolidar uma posição mais resiliente dentro da transformação estrutural do setor elétrico brasileiro.

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