Informe do PMO indica Custo Marginal de Operação (CMO) médio de R$ 189,11/MWh no Sudeste e armazenamento superior a 66% na região central do país.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgou as premissas do Programa Mensal de Operação (PMO) para maio de 2026, sinalizando um cenário de estabilidade operativa, apesar do crescimento da demanda em relação ao ano anterior. Para a semana operativa entre 9 e 15 de maio, o destaque técnico recai sobre o Custo Marginal de Operação (CMO), que apresenta uniformidade entre os submercados Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste, fixado em uma média semanal de R$ 189,11/MWh.
A projeção para o encerramento do mês indica que o Sistema Interligado Nacional (SIN) deve operar com níveis de armazenamento confortáveis, especialmente no subsistema Norte, onde a expectativa é atingir 97,6% da Energia Armazenada Máxima (EARmáx).
Dinâmica de Carga e Comportamento Hidrológico
A carga do SIN deve apresentar um crescimento de 2,5% em maio de 2026 na comparação anual. Esse aumento é tracionado principalmente pelos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste, com variações positivas de 3,2% e 3,0%, respectivamente. Em contrapartida, o subsistema Sul deve registrar uma leve retração de 0,1% na demanda mensal.
No que tange às Energias Naturais Afluentes (ENA), o Operador trabalha com previsões mensais distintas entre as regiões:
- Sul: Expectativa de 128% da Média de Longo Termo (MLT).
- Sudeste/Centro-Oeste: Projeção de 79% da MLT.
- Norte: Estimativa de 77% da MLT.
- Nordeste: Cenário mais restritivo, com apenas 53% da MLT prevista para o mês.
Despacho Térmico e Custos de Operação
Para garantir o atendimento à ponta e a segurança sistêmica, o ONS programou um despacho térmico total de 6.693 MWmed para o SIN na presente semana operativa. A maior parcela desse montante, cerca de 4.618 MWmed, é decorrente de inflexibilidade das usinas, enquanto o despacho por ordem de mérito responde por 2.075 MWmed.
O custo de operação esperado para a semana atual foi estimado em R$ 352,6 milhões. Entretanto, a tendência para as semanas subsequentes do mês é de redução expressiva, com uma média projetada de R$ 140 milhões por semana.
Armazenamento e Resiliência do Sistema
A política de gestão de estoques hídricos mostra-se resiliente para o período. O subsistema Sudeste/Centro-Oeste, principal reservatório equivalente do país, deve encerrar maio com 66,6% de sua capacidade, um incremento em relação ao nível inicial de 65,8% registrado no dia 8 de maio.
Já o submercado Sul deve apresentar a maior recuperação relativa, saltando de um nível inicial de 40,2% para uma previsão de 67,8% ao fim do mês. No Nordeste, embora a ENA esteja abaixo da média histórica, o nível de armazenamento permanece elevado, com previsão de fechar o período em 93,4%.


