Petrobras antecipa P-79 e eleva capacidade de Búzios para 1,33 milhão de barris diários

Oitava unidade do maior campo em águas ultraprofundas do mundo inicia operação com três meses de antecedência; projeto amplia oferta de gás natural via Rota 3.

A Petrobras alcançou um marco estratégico na execução de seu Plano de Negócios 2026–2030 ao iniciar, nesta sexta-feira (01/05), a produção da plataforma P-79 no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos. A entrada em operação ocorre com uma antecipação de três meses em relação ao cronograma vigente e consolida a aceleração da curva de produção da estatal, que já havia otimizado o planejamento em cinco meses frente ao ciclo anterior.

Com a nova unidade, o campo de Búzios, principal ativo da companhia em termos de reservas, eleva sua capacidade instalada para aproximadamente 1,33 milhão de barris de petróleo por dia. O projeto é peça-chave para a segurança energética nacional, não apenas pelo incremento de óleo, mas pela integração logística que permite o escoamento de até 3 milhões de m³ diários de gás natural através da interligação com o gasoduto Rota 3.

Eficiência Operacional e Engenharia de Ponta

A P-79 é um FPSO (Floating Production, Storage and Offloading) de última geração, construído com um projeto de casco novo que prioriza a redução de emissões de gases de efeito estufa e a eficiência energética. A unidade possui capacidade de processamento de 180 mil barris de óleo e compressão de 7,2 milhões de m³ de gás por dia.

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O desenvolvimento do módulo de Búzios 8 contempla a interligação de 14 poços, sendo oito produtores e seis injetores. Para maximizar a recuperação dos ativos, a Petrobras implementou sistemas de completação inteligente, permitindo um gerenciamento em tempo real e de alta precisão do reservatório.

A estratégia de comissionamento também foi um diferencial competitivo. Ao realizar o translado da Coreia do Sul para o Brasil com as equipes de operação já a bordo, a estatal eliminou a necessidade de paradas em águas abrigadas, garantindo maior confiabilidade e prontidão operacional.

Ao comentar o início das operações, a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Renata Baruzzi, destacou a eficiência da equipe técnica: “A antecipação do início de produção da P-79 mostra a capacidade da Petrobras em planejar e entregar projetos complexos, desde a engenharia até a operação, com foco permanente em segurança.”

Expansão da Oferta de Gás e Segurança Energética

Para além do mercado de óleo, a entrada da P-79 reforça a infraestrutura de gás natural no Brasil. A conexão com o Rota 3 é um passo fundamental para aumentar a liquidez do insumo para a indústria e o setor elétrico, mitigando gargalos de oferta.

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O sucesso da implementação reflete o amadurecimento tecnológico da companhia em águas ultraprofundas, onde o campo de Búzios, localizado a 180 km da costa do Rio de Janeiro, opera a mais de 2 mil metros de profundidade.

A diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, enfatizou o papel institucional da nova unidade: “Cada nova unidade em produção demonstra o compromisso da companhia com a segurança energética do país. O modo como fazemos isso reflete a história da Petrobras, marcada pela excelência operacional e a superação de limites.”

O Futuro de Búzios: O Caminho para 12 FPSOs

A P-79 se junta às outras sete plataformas já em operação no campo (P-74, P-75, P-76, P-77, Almirante Barroso, Almirante Tamandaré e P-78). O planejamento de longo prazo prevê que o campo de Búzios comporte um total de 12 unidades.

Atualmente, os FPSOs P-80, P-82 e P-83 seguem em fase de construção, enquanto a unidade Búzios 12 está em processo de licitação. O ativo é operado pela Petrobras em consórcio com as parceiras chinesas CNOOC e CNODC, tendo a PPSA como gestora dos contratos de partilha.

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