Com pontuação de 3,40 no primeiro trimestre, companhia acelera estratégia de descarbonização e reporta economia de 20 milhões de toneladas de CO₂ para seus clientes em 2026.
A Schneider Electric, multinacional francesa referência em gestão de energia e automação, apresentou os primeiros resultados do seu novo ciclo de sustentabilidade, o programa Impact 2030. No balanço relativo ao primeiro trimestre de 2026, a companhia alcançou a pontuação de 3,40/10, superando as expectativas iniciais para o período e estabelecendo um ritmo robusto para atingir a meta anual de 4,20 estabelecida para dezembro.
O programa, que substitui os ciclos anteriores de reporte da empresa, está estruturado em quatro eixos fundamentais: eletrificação global, reinvenção industrial, potencial humano e empoderamento comunitário. O objetivo final é atingir a pontuação máxima (10/10) até 2030, utilizando indicadores mensuráveis que auditam tanto o desempenho interno quanto o impacto gerado em sua cadeia de valor.
Eficiência operacional e o avanço nos Escopos 1 e 2
Um dos destaques técnicos do relatório é o avanço na descarbonização das próprias operações da companhia. A Schneider Electric reportou uma redução de 82,5% nas emissões de CO₂ (Escopos 1 e 2) em comparação à base de 2017. Esse progresso é acompanhado por uma entrega agressiva de soluções de eficiência energética para o mercado: apenas nos primeiros três meses deste ano, as tecnologias da empresa permitiram que clientes economizassem ou eletrificassem 47,5 milhões de MWh.
Para a Chief Sustainability Officer da Schneider Electric, Esther Finidori, o novo framework é a ferramenta necessária para escalar esses resultados de forma integrada: “O Impact 2030 oferece uma estrutura para impulsionar uma transformação ampla e sistêmica; levando todos juntos. Esperamos ver resultados positivos se acelerarem trimestre após trimestre à medida que nossa ambição se traduz em um progresso tangível, consistente e mensurável.”
Circularidade e descarbonização da cadeia de suprimentos
A estratégia da companhia também mira o ciclo de vida dos ativos. Através do framework Future-designed, focado em ecodesign e economia circular, 14% das principais ofertas em fase de design já cumprem requisitos de excelência ambiental. Além disso, a iniciativa Zero Carbon Pathway expandiu o engajamento com parceiros, integrando mais de 1.100 fornecedores em programas de treinamento e ferramentas práticas para descarbonização.
Essa abordagem sistêmica resultou em uma economia acumulada de 20 milhões de toneladas de emissões de CO₂ evitadas para os clientes da Schneider Electric no primeiro trimestre, reforçando o papel das soluções digitais e da automação na mitigação climática.
Impacto social e democratização do acesso à energia
No pilar social, os números de 2026 refletem a urgência da transição energética justa. Cerca de 2,8 milhões de pessoas foram beneficiadas com acesso à eletricidade sustentável no último trimestre por meio de soluções comunitárias. No campo da capacitação técnica, a empresa formou 113 mil pessoas em programas de educação voltados à eletrificação e automação, elevando o total acumulado desde 2009 para 1,2 milhão de profissionais qualificados.
O reporte detalhado, publicado em conjunto com os resultados financeiros do Grupo, sinaliza ao mercado que a Schneider Electric não apenas monitora o ESG como um balizador ético, mas o integra como motor de receita e eficiência tecnológica em um cenário de redes cada vez mais digitais e descentralizadas.



