ISA Energia Brasil consolida estratégia de crescimento com alta de 10,6% no EBITDA do 1T26

Com avanço de 23,7% na receita líquida ex-RBSE e antecipação de projetos estratégicos, transmissora reforça geração de valor e otimização de portfólio

A ISA Energia Brasil (B3: ISAE4; ISAE3) iniciou o ano de 2026 com indicadores operacionais e financeiros robustos, colhendo os frutos de uma execução acelerada em seu portfólio de Greenfield. No primeiro trimestre do ano, a companhia registrou uma receita líquida regulatória de R$ 1,22 bilhão, alta de 8,3% em relação ao mesmo período de 2025. O destaque financeiro, contudo, recai sobre a receita ex-RBSE, que saltou 23,7%, totalizando R$ 762 milhões.

O desempenho reflete o cronograma agressivo de energizações, com destaque para a entrega do Bloco 2 de Piraquê (MG/ES) com 17 meses de antecedência. Além da entrada em operação de ativos como Água Vermelha (SP) e Riacho Grande (SP), o resultado foi impulsionado pelo reajuste inflacionário da Receita Anual Permitida (RAP) para o ciclo 2025/2026.

Eficiência Operacional e Gestão de Custos

A disciplina financeira foi um pilar central no balanço do trimestre. As despesas operacionais (PMSO) cresceram apenas 0,7%, ficando significativamente abaixo do IPCA acumulado no período (4,1%). Esse controle rigoroso permitiu que o EBITDA alcançasse R$ 1 bilhão, uma evolução de 10,6% no comparativo anual.

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O lucro líquido acompanhou a tendência de alta, encerrando o período em R$ 357,7 milhões (+6,0%). O resultado final foi influenciado por menores taxas de depreciação, embora parcialmente compensado por despesas financeiras mais elevadas decorrentes do volume de investimentos.

Expansão do Portfólio e Investimentos em Transmissão

A companhia manteve o pé no acelerador em termos de Capex. No 1T26, os aportes somaram R$ 1,2 bilhão, um incremento de 10,3%. Desse total, a maior parte (R$ 852,4 milhões) foi destinada a projetos Greenfield como Serra Dourada (BA/MG) e Itatiaia (MG/RJ).

A estratégia de modernização da rede também ganhou tração, com R$ 370 milhões investidos em Reforços e Melhorias (R&M). Atualmente, a ISA Energia Brasil possui uma carteira de R$ 7,2 bilhões em projetos de R&M autorizados pela ANEEL para execução até 2033, garantindo uma fonte perene de incremento de RAP.

Ao avaliar o momento operacional da empresa, o Diretor-presidente da ISA ENERGIA BRASIL, Rui Chammas, destaca a resiliência e a visão de longo prazo da organização: “As recentes energizações e os avanços em nossos projetos comprovam a nossa capacidade de entrega com consistência e competência. A Companhia segue focada na geração de valor ao acionista, sustentada por excelência na execução operacional e disciplina financeira. A materialização da nossa estratégia de crescimento sustentável assegura a longevidade do negócio, a confiabilidade no serviço de transmissão de energia e a geração de valor de longo prazo.”

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Otimização de Capital e Gestão de Dívida

Um movimento estratégico importante no trimestre foi o descruzamento de ativos com a AXIA Energia. A operação, avaliada em R$ 1,2 bilhão, envolve a consolidação integral da IE Madeira pela ISA Energia Brasil e a saída da IE Garanhuns. A transação permite à companhia simplificar sua estrutura societária e consolidar uma operação de maior escala com indicadores de alavancagem otimizados.

No front financeiro, a emissão de R$ 3,9 bilhões em debêntures permitiu um liability management eficaz, reduzindo o spread em 80 pontos-base e alongando o prazo médio da dívida em 2,7 anos. A alavancagem financeira encerrou o trimestre em 3,72x (Dívida Líquida/EBITDA).

Sobre os pilares que sustentaram os números do período, a Diretora-executiva de Finanças, Relações com Investidores e Desenvolvimento de Negócios da ISA ENERGIA BRASIL, Silvia Wada, aponta os diferenciais competitivos: “Os resultados do trimestre demonstram a capacidade da Companhia em capturar oportunidades de otimização do portfólio de ativos, gestão proativa da dívida e ganhos de escala para impulsionar a geração de valor, além da capacidade de entrega de projetos e excelência operacional.”

ESG e Adaptação Climática

Para além dos números, a companhia reforçou sua agenda ESG com a manutenção no Índice Carbono Eficiente (ICO2) da B3 e a obtenção da certificação GPTW. Em uma iniciativa inovadora de adaptação climática, a transmissora instalou uma rede própria de estações meteorológicas em parceria com a Climatempo para monitorar eventos extremos e garantir a resiliência das linhas até 2030.

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