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ENGIE Brasil Energia amplia receita em 13,1% no 1T26 e acelera expansão em geração e transmissão

ENGIE Brasil Energia amplia receita em 13,1% no 1T26 e acelera expansão em geração e transmissão

Companhia alcança R$ 3,4 bilhões em receita líquida, reforça investimentos em infraestrutura elétrica e avança em novos projetos renováveis e de transmissão

A ENGIE Brasil Energia encerrou o primeiro trimestre de 2026 com crescimento operacional sustentado pela expansão comercial, elevada disponibilidade dos ativos e avanço de projetos estratégicos de geração e transmissão. A companhia registrou receita operacional líquida de R$ 3,4 bilhões entre janeiro e março, alta de 13,1% em relação ao mesmo período de 2025.

O desempenho reforça o posicionamento da empresa como um dos principais grupos privados do setor elétrico brasileiro em um cenário marcado pela expansão das energias renováveis, fortalecimento da infraestrutura de transmissão e aumento da demanda por contratos de longo prazo no mercado de energia.

O Ebitda ajustado alcançou R$ 2,2 bilhões no trimestre, avanço de 10% na comparação anual. Já o lucro líquido ajustado somou R$ 789 milhões, com retração de 4,1%, impactado principalmente pelo resultado financeiro da companhia.

Crescimento operacional sustenta avanço da receita

A estratégia de crescimento orgânico e expansão do portfólio foi um dos principais vetores do resultado trimestral da companhia.

O CEO da ENGIE Brasil Energia, Eduardo Sattamini, destaca que a combinação entre disponibilidade operacional, avanço em transmissão e novos investimentos sustentou o desempenho do período: “Os resultados deste trimestre comprovam a consistência da nossa estratégia, ao integrar crescimento orgânico, solidez financeira e excelência operacional. Construímos uma trajetória sustentada pela elevada disponibilidade dos ativos de geração, que contribuíram para o aumento da receita, aliada à performance do segmento de transmissão. Também avançamos na implantação de novos projetos e mantivemos atuação estratégica nos leilões, reforçando nosso compromisso com a expansão e a geração de valor sustentável no longo prazo”.

A companhia ampliou sua capacidade instalada para 12,9 GW, consolidando a estratégia voltada à transição energética e à expansão das fontes renováveis no portfólio.

Geração renovável e comercialização impulsionam resultados

A geração total da companhia atingiu 12.614 GWh no primeiro trimestre, crescimento de 8,4% frente ao mesmo período do ano anterior. As hidrelétricas responderam por 10.332 GWh do total gerado, enquanto as fontes complementares, incluindo solar e eólica, somaram 2.281 GWh, avanço de 6,7% impulsionado pela entrada em operação do Conjunto Fotovoltaico Assú Sol.

A ENGIE também manteve elevados índices de disponibilidade operacional em seus ativos: 99,5% nas hidrelétricas, 95,6% nos parques solares, 93% nos ativos eólicos e 99,8% no segmento de transmissão. No mercado comercial, a empresa ampliou em 35% sua base de clientes e registrou crescimento de 29% no número de unidades consumidoras. O volume de energia comercializada alcançou 10.592 GWh no trimestre, alta de 10,5% na comparação anual.

O diretor financeiro e de Relações com Investidores da companhia, Pierre Leblanc, avalia que o desempenho operacional foi impulsionado tanto pela expansão comercial quanto pela estratégia de gestão de energia: “O desempenho do período foi impulsionado pela combinação de quantidade de energia vendida e preço médio líquido de vendas e transações no mercado de curto prazo, que contribuíram para a evolução da receita. Ainda, mantivemos o foco na excelência técnica com o cumprimento de cronogramas e a expansão do nosso pipeline. Seguimos confiantes na continuidade desse movimento, com disciplina de capital e compromisso com a geração de valor para acionistas e sociedade”.

Projetos de transmissão avançam com novas licenças

A frente de transmissão ganhou protagonismo relevante no trimestre, com avanço de projetos estruturantes e obtenção de novas licenças ambientais.

O projeto Asa Branca, que interliga Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo, recebeu do Ibama a licença de instalação para construção e operação das quatro linhas de transmissão e da Subestação Medeiros Neto II. Já o empreendimento Graúna avançou em etapas relacionadas ao licenciamento ambiental e à liberação fundiária, incluindo a operação do trecho brownfield incorporado pela companhia.

Os investimentos totais da ENGIE Brasil Energia somaram R$ 219 milhões no trimestre, direcionados principalmente aos projetos de infraestrutura elétrica e geração renovável.

Leilões reforçam expansão nacional da companhia

A ENGIE também ampliou presença estratégica nos leilões regulados promovidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

No Leilão de Reserva de Capacidade, a empresa comercializou 195,78 MW de potência da Usina Hidrelétrica Jaguara, localizada entre Minas Gerais e São Paulo. O projeto prevê investimento estimado em R$ 1,2 bilhão, contrato de 15 anos com início em agosto de 2030 e receita fixa anual de R$ 270,4 milhões.

Além disso, a companhia arrematou os lotes 2 e 3 do Leilão de Transmissão da ANEEL, voltados à implantação de linhas de transmissão e compensadores síncronos nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Norte e Ceará.

Os projetos devem demandar aproximadamente R$ 1,5 bilhão em investimentos e gerar Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 122,7 milhões. A estimativa da companhia é de criação de cerca de 4.500 empregos durante a execução das obras.

Expansão reforça posicionamento na transição energética

O avanço simultâneo em geração renovável, transmissão e comercialização reforça a estratégia da ENGIE de ampliar escala em segmentos considerados centrais para a transformação da matriz elétrica brasileira.

A combinação entre crescimento operacional, disciplina de capital e expansão da infraestrutura posiciona a companhia entre os principais agentes privados da nova fase de investimentos do setor elétrico nacional, marcada pela digitalização das redes, expansão das renováveis e aumento da demanda energética de longo prazo.