Vibra registra EBITDA de R$ 3,2 bilhões no 1T26 e amplia rede em meio à volatilidade do mercado

Companhia avança no segmento B2B, reduz alavancagem para 2,0x e vê ambiente regulatório mais favorável para distribuidoras formais

A Vibra Energia encerrou o primeiro trimestre de 2026 com EBITDA ajustado de R$ 3,2 bilhões, sustentada pela expansão da rede embandeirada, crescimento dos contratos corporativos e manutenção da competitividade em um cenário de restrição de oferta e volatilidade internacional dos combustíveis.

O volume de vendas totalizou 8.737 mil m³ no período, enquanto a margem EBITDA ajustada ficou em R$ 350/m³. A margem recorrente foi de R$ 258/m³. A companhia atribui o desempenho à estratégia de suprimento adotada no trimestre, que permitiu preservar abastecimento e mitigar os impactos da alta dos preços internacionais.

O CEO da Vibra, Ernesto Pousada, afirma que a empresa conseguiu manter regularidade operacional mesmo em um ambiente mais pressionado para o setor: “Atuamos de forma proativa para garantir a plena disponibilidade de produtos ao mercado, honrando integralmente nossos contratos e contribuindo para o abastecimento nacional. Nossa estratégia de suprimento permitiu atender de forma competitiva nossa rede de postos e os clientes B2B, atenuando os efeitos da alta dos preços internacionais sobre nossos resultados e reforçando nossa posição de referência”.

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Rede embandeirada cresce e B2B avança

A Vibra adicionou 155 postos à rede no trimestre, recorde histórico para um único período. O crescimento líquido foi de 58 unidades, elevando a rede total para 7.514 postos. Segundo a companhia, o movimento foi impulsionado pela migração de consumidores para redes embandeiradas em meio ao cenário de preços elevados e maior busca por previsibilidade no abastecimento.

No segmento corporativo, a empresa formalizou mais de 50 novos contratos B2B entre janeiro e março. As operações de conveniência também mantiveram expansão. A rede BR Mania avançou 7% na comparação anual, acompanhando o aumento do fluxo nos postos.

Mudanças regulatórias favorecem distribuidoras formais

O trimestre também foi marcado por avanços regulatórios considerados relevantes para o mercado de combustíveis.

A entrada em vigor da monofasia da nafta, em janeiro, reduziu distorções tributárias e limitou brechas para arbitragem fiscal. Já a regulamentação do devedor contumaz, implementada em março, ampliou as restrições à atuação de agentes inadimplentes.

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Na avaliação da companhia, as medidas aumentam a isonomia competitiva e favorecem empresas com atuação regular no mercado.

Lubrificantes ampliam participação

A divisão de lubrificantes registrou crescimento de 7% frente ao primeiro trimestre de 2025, alcançando o maior volume já registrado pela companhia para o período.

No início do ano, a Vibra lançou a primeira embalagem flexível tipo pouch para lubrificantes no Brasil. A companhia estima redução de até 10% nos custos logísticos, além de menor impacto ambiental associado ao uso de embalagens.

Alavancagem recua e renováveis seguem no radar

A Vibra encerrou o trimestre com alavancagem de 2,0 vezes, mantendo a estratégia de disciplina financeira e preservação de caixa. Considerando valorização das ações e distribuição de proventos entre abril de 2025 e março de 2026, o retorno total ao acionista atingiu 108%, acima do Ibovespa e do CDI no período.

No segmento de renováveis, a operação da Comerc manteve conversão de caixa em linha com o mesmo trimestre do ano anterior, apesar dos impactos do curtailment e da alta do preço da energia.

Ao comentar a estratégia da companhia para os próximos ciclos, Ernesto Pousada reforça o foco em geração sustentável de valor: “Somos uma ação líquida, com retorno de 108% nos últimos 12 meses (findos em 31/mar/2026), e uma base acionária de referência. Mantemos o compromisso com a execução disciplinada de nossa estratégia, convictos de que criar valor de forma sustentável, para quem depende do combustível, para quem distribui com a nossa bandeira e para quem investe na Vibra, é o que nos define como empresa e agente estruturante no desenvolvimento econômico do País”.

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