Companhia também avança com o FPSO de Orca, prevê primeiro óleo em 2029 e acompanha resultados do bloco Tupinambá
A Shell pretende perfurar em 2027 um novo poço exploratório na porção Sul da Bacia de Santos, ampliando a campanha da companhia no pré-sal brasileiro. A informação foi apresentada pelo presidente da Shell Brasil, João Santos Rosa, durante a ROG.e 2026, no Rio de Janeiro.
A nova campanha integra uma estratégia de expansão da presença da petroleira na Bacia de Santos. A Shell possui participação em 16 blocos de concessão na região, sendo operadora em 15, além de participações nos contratos de partilha de produção de Sudoeste de Sagitário e Libra, de 40% e 20%, respectivamente.
Orca avança para primeiro óleo em 2029
Enquanto amplia a fronteira exploratória, a Shell avança no desenvolvimento do projeto Orca, também conhecido como Gato do Mato, no pré-sal da Bacia de Santos.
O FPSO destinado ao projeto já ultrapassou 50% de execução. A unidade terá capacidade para produzir até 120 mil barris de petróleo por dia, e o primeiro óleo permanece previsto para 2029. O projeto teve seu Plano de Desenvolvimento aprovado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em agosto.
A estrutura está sendo construída em diferentes etapas internacionais, com atividades envolvendo Japão, Malásia e China. A Shell é a operadora do projeto e detém 50% de participação, enquanto a Ecopetrol possui 30% e a KUFPEC, 20%, após a conclusão da transação anunciada pela companhia.
O desenvolvimento de Orca representa um dos principais projetos de expansão da produção da Shell no país. A decisão final de investimento foi tomada em março de 2025, com previsão de produção a partir de 2029.
Tupinambá entra na agenda exploratória
Outra frente da Shell está no bloco Tupinambá, também localizado no pré-sal da Bacia de Santos. A companhia assinou em setembro acordo para adquirir da bp uma participação de 50% na área. A operação ainda depende de aprovações regulatórias, e a bp permanece como operadora do bloco.
A perfuração do primeiro poço, identificado como 1-BP-14-SPS, começou em 8 de setembro. A campanha foi autorizada pelo Ibama e prevê a possibilidade de perfuração de até três poços, sendo os dois adicionais condicionados aos resultados do primeiro.
A expectativa da companhia é obter os primeiros resultados da campanha em breve. Para a Shell, o movimento amplia a exposição a novas oportunidades exploratórias em uma região que já concentra parcela relevante de seu portfólio brasileiro.
Margem Equatorial fica fora do cronograma imediato
Apesar de manter quatro blocos na Margem Equatorial, a Shell não prevê atividades exploratórias nessas áreas em 2026 ou 2027. A companhia acompanha o desenvolvimento da nova fronteira exploratória enquanto concentra, no curto prazo, os esforços de exploração no Sul da Bacia de Santos.
A posição foi apresentada por João Santos Rosa durante a ROG.e 2026. A avaliação sobre uma eventual ampliação da atuação na Margem Equatorial deverá ocorrer posteriormente, conforme a evolução das campanhas e das oportunidades identificadas pela companhia.
A estratégia mantém, portanto, três frentes distintas no portfólio brasileiro: a exploração de novas áreas no Sul da Bacia de Santos, o desenvolvimento de Orca/Gato do Mato e o acompanhamento das oportunidades na Margem Equatorial.



