Migração amplia as alternativas de suprimento dos complexos industriais fluminenses; acordo com governo estadual, Agenersa e Naturgy estabeleceu consumo mínimo de 10 mil m³/dia para acesso ao ambiente livre.
A Braskem iniciou a operação no mercado livre de gás natural no Rio de Janeiro, ampliando a estratégia de migração do suprimento energético de suas unidades industriais no Brasil. A mudança permite à petroquímica diversificar contratos e negociar condições de fornecimento, em busca de maior flexibilidade e redução dos custos operacionais.
A entrada no ambiente livre foi viabilizada por um acordo regulatório envolvendo o governo fluminense, a Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa) e a distribuidora Naturgy. Entre as medidas estabelecidas estão novas diretrizes para o contrato de distribuição e a definição de consumo mínimo de 10 mil m³ por dia para enquadramento como consumidor livre.
O entendimento também prevê mecanismos para mitigar possíveis desequilíbrios no mercado cativo decorrentes da migração de consumidores.
Braskem avança na migração em outros estados
A operação no Rio de Janeiro integra um plano nacional de transferência gradual das unidades industriais para o mercado livre de gás natural. A Braskem já concluiu a migração de toda a demanda das plantas do ABC Paulista e do Polo Petroquímico de Triunfo, no Rio Grande do Sul.
Na Bahia, a transição ocorre de forma progressiva. A meta da companhia é levar a totalidade de seus ativos industriais no Brasil para o ambiente livre, ampliando as alternativas de contratação de molécula e de serviços associados ao suprimento. A estruturação das operações e a gestão do portfólio são apoiadas pela Voqen, comercializadora de energia do grupo Braskem.
Flexibilidade contratual entra na estratégia de competitividade
A migração permite à indústria buscar condições comerciais diretamente com fornecedores e produtores, além de ampliar as possibilidades de negociação de volumes e prazos. A gestão dos contratos de molécula, transporte e distribuição passa a ter papel central na estratégia de suprimento.
Gustavo Checcucci, diretor de Energia e Descarbonização Industrial da Braskem, afirma que a entrada no mercado fluminense faz parte de um processo de preparação para ampliar as opções de contratação: “A entrada no Rio de Janeiro é mais uma etapa de uma estratégia que vem sendo construída para ampliar nossas alternativas de contratação e aprimorar a gestão energética das operações industriais. A preparação prévia nos permite avançar assim que as condições necessárias são estabelecidas.”
Com a operação fluminense, a Braskem amplia sua atuação no mercado livre de gás natural em polos industriais do país. O avanço também depende das condições regulatórias e comerciais necessárias à migração de cada unidade.



