Produção de petróleo e gás no Brasil atinge recorde histórico de 6,12 milhões de boe/d em setembro

Impulsionada pela pré-sal com 83,3% do volume nacional, extração de petróleo avança 20,3% em 12 meses; Búzios e novas plataformas flutuantes lideram marcas operacionais

A produção brasileira de petróleo e gás natural alcançou a marca recorde de 6,120 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) em setembro de 2026. O resultado supera o pico histórico anterior registrado em agosto, quando o país ultrapassou pela primeira vez o patamar dos 6 milhões de boe/d. Os dados constam no Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural, divulgado nesta terça-feira (3) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A extração de petróleo bruto atingiu 4,711 milhões de barris por dia (bbl/d), representando uma expansão de 2,1% na comparação com o mês anterior e um avanço de 20,3% frente a setembro de 2025. Paralelamente, a produção de gás natural somou 223,98 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), registrando alta de 1,6% na variação mensal e de 17,5% no acumulado em 12 meses.

Província Pré-sal ultrapassa 5,1 milhões de boe/d

A camada pré-sal estabeleceu novo recorde de volume ao extrair 5,100 milhões de boe/d a partir de 205 poços produtores. O montante representou 83,3% de toda a produção nacional de hidrocarbonetos no período, com alta de 2,9% em relação a agosto e um salto de 23,1% na comparação anual.

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No detalhamento por produto, a região produziu 3,945 milhões de bbl/d de petróleo e 183,66 milhões de m³/d de gás natural. As variações operacionais ao longo do mês refletem a dinâmica usual do setor E&P, associada ao comissionamento de novas unidades, entrada de poços e paradas programadas de manutenção para garantia da estabilidade dos ativos.

Búzios e unidades flutuantes lideram produtividade de E&P

O campo de Búzios, situado no pré-sal da Bacia de Santos, manteve a liderança isolada na extração das duas commodities. A área registrou média diária de 1,190 milhão de bbl/d de petróleo e 49,99 milhões de m³/d de gás natural.

Entre os ativos de produção instalados no país, os destaques operacionais do mês foram:

  • Maior volume de petróleo: FPSO Almirante Tamandaré, localizado no campo de Búzios, com 259.514 bbl/d;
  • Maior volume de gás natural: FPSO Sepetiba, operando no campo de Mero, com 13,55 milhões de m³/d.

Aproveitamento de gás natural e infraestrutura marítima

O índice de aproveitamento de gás natural nas plataformas brasileiras alcançou 98,2% em setembro. Do volume total extraído, 66,37 milhões de m³/d foram efetivamente disponibilizados ao mercado consumidor, enquanto a queima em tocha ficou em 4,14 milhões de m³/d, redução de 0,4% ante o mês anterior e alta de 1,1% frente a setembro de 2025.

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A produção manteve predominância em lâmina d’água, com os campos marítimos respondendo por 98,1% do petróleo e 89% do gás natural extraídos no país. Os consórcios e campos operados pela Petrobras concentraram 87,02% do volume nacional, apurado em um universo de 6.759 poços produtores (604 marítimos e 6.155 terrestres).

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