Diesel S10 avança 5,1% na primeira quinzena de setembro e chega a R$ 6,76 por litro, aponta TruckPag

Levantamento baseado em transações reais de frotas pesadas evidencia alta acumulada e forte disparidade regional, em meio aos impactos da volatilidade internacional do petróleo e à implementação de subvenção federal temporária.

O preço médio nacional do diesel S10 registrou alta de 5,1% nos primeiros quinze dias de setembro, passando de R$ 6,43 para R$ 6,76 por litro, conforme dados de transações reais monitoradas pela TruckPag em cerca de 4.900 postos de combustíveis e 10 mil bombas em todo o país. O avanço de R$ 0,33 por litro ocorreu de forma quase contínua ao longo do período, consolidando pressões sobre os custos logísticos do transporte rodoviário.

A movimentação de preços ganha relevância no cenário macroeconômico diante da decisão da Petrobras de elevar em R$ 1 por litro o valor de venda do diesel A às distribuidoras a partir de 17 de setembro. O impacto direto desse reajuste foi neutralizado temporariamente por uma subvenção federal de mesmo valor, instituída pela Medida Provisória nº 1.391/2026 e regulamentada pela Portaria MF nº 2.813, com vigência inicial de 30 dias.

Impacto na ponta e velocidade da alta

A velocidade do encarecimento do combustível e os riscos para a operação de frotas pesadas foram destacados pelo CEO da TruckPag, Kassio Seefeld, ao apontar que o combustível representa um dos principais componentes de custo do setor, tornando fundamental monitorar os valores efetivamente praticados na bomba em detrimento apenas dos anúncios institucionais da cadeia de suprimentos.

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O cenário internacional de volatilidade influenciou o mercado no período, com o barril de petróleo Brent alcançando US$ 108,77 em 15 de setembro, pressionado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio. Paralelamente, o monitoramento da TruckPag aponta que a dinâmica de preços é influenciada por restrições operacionais e variações de cotas de fornecimento, exigindo cautela na análise da formação de custos.

A complexidade e a necessidade de acompanhamento detalhado dos indicadores de abastecimento foram reforçadas por Kassio Seefeld ao sublinhar que, embora a subvenção federal crie uma proteção temporária na etapa de comercialização da refinaria para as distribuidoras, as pressões subjacentes ao longo da cadeia permanecem ativas, tornando indispensável a observação contínua dos preços reais praticados nas próximas semanas.

Disparidades regionais no mercado nacional

A evolução dos preços do diesel S10 apresentou forte assimetria entre os mercados estaduais. No recorte temporal que considera a referência de 28 de fevereiro, marco associado ao agravamento das turbulências internacionais, o Piauí lidera a alta acumulada no país com um incremento de 25,63%, o que representa uma diferença de R$ 1,52 por litro. Na outra extremidade, Rondônia registrou o menor avanço no mesmo intervalo, com alta de 11,53%.

Considerando especificamente a variação a partir de 3 de setembro, o Piauí também encabeça a listagem com alta de 9,03%, enquanto o Distrito Federal figurou como a única localidade mapeada a apresentar recuo no período, de 0,31%.

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Diante da instabilidade dos preços e das disparidades regionais, a gestão eficiente dos ativos de transporte exige rigor técnico por parte dos operadores, conforme pontuou Kassio Seefeld ao recomendar que os gestores de frotas convertam a volatilidade do diesel em indicadores de desempenho corporativo, analisando métricas como custo por quilômetro, consumo específico, preço médio por rota e o impacto efetivo no resultado financeiro do negócio.

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