Distribuidora acelera expansão comercial com 595 novos postos embandeirados até setembro, impulsionando a rentabilidade do negócio central com ROIC de 32,8% na distribuição.
A Vibra encerrou o terceiro trimestre de 2026 (3T26) com avanços operacionais e financeiros consolidados, impulsionados pela expansão da rede de revenda, pela conquista de novos clientes corporativos no segmento B2B e pela forte geração de caixa. A companhia registrou um EBITDA ajustado de R$ 4,3 bilhões no período, alcançando uma margem EBITDA ajustada de R$ 427 por metro cúbico (m³).
O desempenho operacional refletiu-se na comercialização de 9,61 milhões de m³ de combustíveis entre julho e setembro, o que representa um crescimento de 4% em relação ao volume apurado no mesmo intervalo de 2025. Os números demonstram a resiliência da infraestrutura logística da distribuidora em um cenário internacional de preços voláteis e transformações na dinâmica de abastecimento nacional.
Aceleração no embandeiramento de postos e novos contratos B2B
A execução da estratégia voltada ao fortalecimento do core business traduziu-se na adição de 210 novos postos à rede Petrobras e no fechamento de 99 contratos no mercado B2B ao longo do trimestre. O ritmo de expansão acumulado no ano superou as metas históricas da companhia: nos primeiros nove meses de 2026, a Vibra atingiu 595 novos postos embandeirados e 261 contratos firmados com grandes consumidores industriais. O volume de adições de postos até setembro já ultrapassa o total registrado em todo o exercício de 2025, quando foram incorporados 404 pontos de venda.
Esse avanço comercial ocorreu em meio a melhorias no ambiente concorrencial doméstico, favorecido pelo intensificação do combate às irregularidades fiscais e operacionais no setor de combustíveis, dinâmica que amplia o espaço de mercado para distribuidoras que operam em estrita conformidade regulatória e tributária.
Ao avaliar o momento operacional e a alocação de capital da distribuidora, o CEO da Vibra, Ernesto Pousada, destacou as diretrizes que norteiam a governança e o crescimento sustentável da empresa: “Seguimos fortalecendo a Vibra para sustentar novos ciclos de crescimento, sempre com disciplina, responsabilidade e foco no nosso core business. É assim que construímos uma companhia cada vez mais sólida, preparada para gerar valor para nossos acionistas no longo prazo e levar a cada canto do Brasil a energia que o brasileiro precisa.”
Desalavancagem financeira e retorno sobre o capital investido
A disciplina financeira permitiu à empresa contornar o cenário de taxas de juros elevadas no mercado doméstico. A forte geração operacional de caixa possibilitou a amortização de R$ 1,7 bilhão da dívida líquida apenas no terceiro trimestre, reduzindo o indicador de alavancagem financeira (Dívida Líquida/EBITDA) para o patamar de 1,0x. No acumulado dos primeiros nove meses de 2026, a desalavancagem totalizou R$ 4,8 bilhões.
O ganho de eficiência refletiu-se nos indicadores de rentabilidade da operação. O Retorno sobre o Capital Investido (ROIC) do segmento de distribuição atingiu 32,8% ao final do trimestre. Com a estrutura de balanço fortalecida, o Conselho de Administração aprovou a distribuição de R$ 499 milhões em Juros sobre o Capital Próprio (JCP) referentes ao 3T26. Com esse anúncio, o montante total destinado à remuneração dos acionistas alcança R$ 1,5 bilhão ao longo de 2026.



