Apoiado pela Previ, executivo assume o comando do colegiado; chegada de especialista em energia reforça a pauta de descarbonização da mineradora.
A Vale concluiu a reconfiguração de sua alta governança corporativa em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada nesta quarta-feira (22). Os acionistas da mineradora elegeram o contador Manuel Lino Oliveira, conhecido no mercado como “Ollie”, para a presidência do Conselho de Administração. O executivo, que integra o colegiado desde junho de 2023, assume o comando do board em um momento estratégico de consolidação operacional e transição energética das atividades da companhia.
A vitória de Manuel Oliveira consolida a articulação liderada pela Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, que encabeçou a base de apoio ao executivo na disputa pelo voto dos acionistas. Oliveira desbancou o advogado Marcelo Gasparino, nome apoiado por um grupo de acionistas minoritários na corrida pelo comando do colegiado.
Composição do conselho ganha reforço no setor de energia
A AGE também definiu a ocupação da vaga aberta no Conselho de Administração com a eleição da executiva Iêda Gomes Yell. Com sólida trajetória e reconhecida expertise no setor internacional de energia e infraestrutura, Iêda venceu a disputa direta contra José Mauricio Pereira Coelho, nome que havia sido indicado pelo fundo de previdência do Banco do Brasil.
A entrada de Iêda Yell agrega visão estratégica ao board da mineradora em pautas cruciais para a indústria de mineração de alta performance, como a descarbonização da cadeia de suprimentos, suprimento de energia renovável, eficiência energética e projetos de infraestrutura logística compartilhada.
Resultado confirma sinalização antecipada do mercado
A confirmação dos nomes em assembleia seguiu rigorosamente a tendência observada no mapa sintético de votação à distância, divulgado pela mineradora na terça-feira (21). O balanço prévio já sinalizava amplo favoritismo para as candidaturas de Oliveira e Iêda.
Ao todo, o levantamento preliminar computou antecipadamente 2,06 bilhões de votos, volume equivalente a 48,5% do capital votante da Vale. O alinhamento dos investidores institucionais e fundos globais garantiu quórum expressivo para chancelar a nova liderança do Conselho de Administração, assegurando estabilidade na governança corporativa da empresa.

