Acionista controlador encaminha troca na diretoria executiva; ex-presidente da Copasa assumirá a presidência e Alexandre Ramos é indicado para o Conselho de Administração.
A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) informou ao mercado, por meio de fato relevante divulgado na noite desta sexta-feira (28), que o Governo do Estado de Minas Gerais formalizou a indicação de Márcio Augusto Vasconcelos Nunes para exercer o cargo de presidente da estatal. A movimentação oficializa o processo de sucessão na liderança executiva do grupo elétrico mineiro.
A reformulação na alta administração da companhia abrange também a reconfiguração de assentos no colegiado superior. O atual CEO, Alexandre Ramos, foi indicado pelo acionista controlador para integrar o Conselho de Administração e assumir a presidência do órgão deliberativo. O governo mineiro também encaminhou o nome de Sérgio Pessoa de Paula Castro para ocupar uma cadeira de conselheiro na concessionária.
Tramitação nos comitês de governança e compliance
As indicações apresentadas pelo Estado passarão agora pela fase de avaliação dos órgãos internos de conformidade da Cemig. O fato relevante ressalta que o rito de posse dos indicados permanece sujeito ao cumprimento integral dos procedimentos de governança alinhados à Lei das Estatais (Lei nº 13.303/2016) e às diretrizes do Estatuto Social da companhia.
O encaminhamento dos nomes às alçadas de aprovação formaliza a transição executiva na concessionária, cuja diretoria passa por reestruturação após a curta gestão de três meses de Ramos à frente da operação executiva.
Trajetória executiva e sinalização ao mercado
A escolha de Márcio Nunes para o topo executivo traz para o comando da Cemig um perfil com histórico acumulado no setor elétrico e de infraestrutura, incluindo passagens de 28 anos pela Eletrobras, diretoria financeira de Furnas, além das presidências da Copasa e da Gasmig.
Já a transição de Alexandre Ramos para a liderança do Conselho de Administração assegura a preservação de diretrizes institucionais do grupo. Analistas acompanham os trâmites do rito de governança para avaliar eventuais desdobramentos sobre o plano de investimentos e as diretrizes operacionais do grupo mineiro para os próximos ciclos regulatórios.



