Previsão de afluências de até 253% da média histórica no Sul e 114% no Sudeste deve recompor nível do principal reservatório do país para 55,7% da capacidade.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) revisou para cima as projeções de chuva para as usinas hidrelétricas localizadas nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Sul durante o mês de setembro. Segundo a nova edição do Programa Mensal da Operação (PMO), divulgada nesta sexta-feira, as precipitações nesses reservatórios devem fechar o período com volume acima das médias históricas.
A estimativa para a Energia Natural Afluente (ENA) no Sudeste/Centro-Oeste, principal caixa-d’água do Sistema Interligado Nacional (SIN), subiu para 114% da Média Longo Termo (MLT), ante os 97% projetados na semana anterior. Para a região Sul, a previsão de afluências saltou de 199% para 253% da MLT, garantindo uma melhora expressiva na recuperação hídrica regional.
Assimetria hídrica persiste nos subsistemas Norte e Nordeste
Apesar da recuperação verificada na parcela meridional do país, a dinâmica hídrica permanece desfavorável nos demais subsistemas do SIN. Para o Nordeste, o órgão regulador prevê ENA equivalente a 69% da média histórica, registrando ligeiro ajuste frente aos 67% projetados na semana passada.
Já para a região Norte, o cenário de estiagem levou a uma revisão negativa: as afluências estimadas caíram de 52% para 49% da MLT, reforçando a dependência de transferências de energia e do despacho térmico pontual para garantir a estabilidade do atendimento no subsistema.
Carga tem alta revisada para 6,5% e nível de reservatórios melhora
A melhora do quadro hidrológico nas bacias do Sul e Sudeste atua como amortecedor diante da expansão do consumo. O ONS elevou a projeção para o crescimento da carga de energia elétrica no país para 6,5% na comparação com setembro do ano anterior, atingindo uma demanda média de 85.534 megawatts (MW). No boletim anterior, a estimativa apontava expansão de 5,9%.
Com o aporte de chuva sobre as calhas dos rios no Sudeste/Centro-Oeste, o nível de armazenamento equivalente do subsistema deve encerrar setembro em 55,7% de sua capacidade máxima, patamar superior aos 55,0% projetados há uma semana, assegurando maior margem de manobra para a operação hidráulica no encerramento da fase seca.


