Conclusão das obras em Ivaiporã e Itaberá ocorre com cinco meses de antecedência em relação ao cronograma da ANEEL; ativos reforçam segurança do SIN e liberam RAP de R$ 229 milhões.
A AXIA Energia concluiu um dos maiores investimentos de sua história voltados para o retrofit e modernização de ativos de transmissão de grande porte no país. Com um aporte consolidado de R$ 1,11 bilhão, a companhia finalizou a substituição de nove bancos de capacitores série de 765 kV nas subestações de Ivaiporã (PR) e Itaberá (SP). A entrada em operação comercial das estruturas ocorreu no último sábado (27), antecipando em cinco meses o prazo limite regulamentar estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
A entrega antecipada dos empreendimentos otimiza o fluxo de caixa da transmissora e eleva as condições operacionais do Sistema Interligado Nacional (SIN) em um dos principais corredores de escoamento de energia do país. Com as modernizações concluídas, a AXIA Energia atende as Resoluções Autorizativas da ANEEL, de 2022, assegurando o reajuste da Receita Anual Permitida (RAP) para o patamar de R$ 229 milhões.
Cronograma de substituição e expansão de segurança no Sul e Sudeste
O processo de modernização focou no aumento do controle de tensão e estabilidade da rede por meio da substituição de nove bancos de capacitores (BCS). A subestação de Ivaiporã, localizada no Paraná, foi o ponto de partida do plano de melhorias logísticas e de engenharia da empresa, registrando a energização do seu primeiro equipamento ainda em janeiro de 2025. Ao todo, a unidade paranaense recebeu seis novos bancos de capacitores, ampliando a robustez na transmissão regional.
No estado de São Paulo, a subestação de Itaberá recebeu os três bancos de capacitores restantes do projeto. O encerramento definitivo dos trabalhos de campo ocorreu com a energização do nono e último equipamento, que atua de forma associada à linha de transmissão Itaberá–Tijuco C1, na região sudoeste paulista. Trata-se de uma estrutura crítica e fundamental para o abastecimento e estabilidade do atendimento à carga de energia no estado de São Paulo.
Geração de empregos e mitigação de perdas sistêmicas
O desdobramento das obras ao longo dos últimos meses gerou impactos socioeconômicos relevantes para as áreas de influência dos projetos. A execução dos cronogramas civis e eletromecânicos movimentou as cadeias de fornecedores locais, sendo responsável pela geração, direta e indireta, de 2.209 postos de trabalho.
A substituição desses ativos era classificada como prioritária devido ao desgaste natural e à necessidade de substituição de equipamentos obsoletos. Ao avaliar os ganhos sistêmicos decorrentes do término da substituição técnica, o diretor de Implantação da Geração e Transmissão, Marcelo Calvet, ressalta os benefícios operacionais e a confiabilidade da malha: “Com essa modernização, haverá mais segurança no sistema interligado, otimizando a capacidade de transmissão e reduzindo perdas no abastecimento da região.”
Com a nova infraestrutura em operação comercial, os ativos de Ivaiporã e Itaberá reduzem o risco de restrições operacionais na transmissão e asseguram a resiliência no fluxo energético entre as regiões Sul e Sudeste.



