Transação reforça a estratégia de reciclagem de capital do grupo privado, reduz a alavancagem financeira e mantém portfólio robusto com ativos operacionais e em construção.
O Grupo Energisa concretizou a alienação de cinco ativos de transmissão de energia elétrica para a Transmissora Aliança de Energia Elétrica (Taesa). Negociado por R$ 2,4 bilhões, montante que inclui a dívida líquida dos empreendimentos, o negócio consolida uma operação baseada em um múltiplo de aproximadamente 10 vezes o EBITDA.
A transação superou as avaliações atuais do mercado acionário para o conjunto da companhia, situadas na faixa de 7 vezes o EBITDA. O desfecho corrobora o retorno obtido pelo grupo ao longo das fases de desenvolvimento, implantação e operação comercial dos lotes.
Desinvestimento e aprovação regulatória
A conclusão do negócio ocorreu após o cumprimento das condições precedentes e a obtenção dos consentimentos regulatórios e corporativos necessários. Foram transferidas para o controle da Taesa as subsidiárias Energisa Tocantins Transmissora 1 (ETT 1), Energisa Tocantins Transmissora 2 (ETT 2), Energisa Pará 1 (EPA 1), Energisa Pará (EPA 2) e Energisa Goiás (EGO).
A gestão financeira do grupo comprador e vendedor destaca a eficiência da transação frente ao cenário macroeconômico atual para o setor de infraestrutura. Para o CFO do Grupo Energisa, Maurício Botelho: “A venda desses ativos maduros traduz o que entendemos por disciplina na alocação de capital: construir bem, operar bem e reciclar o capital quando o valor que ele tem para o comprador é superior ao valor que ele agrega dentro do nosso portfólio.”
Redução da alavancagem e foco no endividamento
Os recursos financeiros obtidos com a transação serão direcionados integralmente para o abatimento do endividamento corporativo. O movimento de desalavancagem foi intensificado no período recente; somada à alienação de ações preferenciais da Denerge no montante de R$ 1,4 bilhão, a operação reduziu o indicador de dívida líquida sobre o EBITDA da Energisa de 3,5x para 3,1x apurado em junho.
A estratégia financeira blinda o balanço da companhia e abre margem para novos investimentos no setor elétrico nacional, preservando a liquidez e a capacidade de captação de recursos competitivos.
Perspectivas e portfólio remanescente no subsetor
Apesar da venda dos ativos maduros, a Energisa mantém forte inserção no segmento de transmissão de energia elétrica brasileiro. O portfólio operacional atual conta com seis ativos: EAM 1, EPT, EAP, LMTE, LXTE e LTTE.
Paralelamente, o plano de expansão da companhia abrange três frentes em fase de implantação: a fase 2 da Energisa Amazonas 1 (EAM 1), a Energisa Amazonas 2 (EAM 2) e a Energisa Maranhão (EMA). Com prazos de energização e entrada comercial programados entre agosto de 2027 e junho de 2030, os novos empreendimentos injetarão uma Receita Anual Permitida (RAP) regulatória estimada em R$ 737 milhões.



