Pioneira no transbordo underway em águas territoriais brasileiras, petroleira acumula 200 operações e projeta salto logístico a partir de 2028 com a entrada do ativo na Bacia de Campos.
A Repsol Sinopec Brasil completou uma década do início de suas operações de transferência de petróleo entre navios (ship to ship) em águas territoriais brasileiras. A companhia foi a primeira operadora internacional a realizar essa modalidade de transbordo no país, consolidando uma alternativa estratégica para a otimização da logística offshore e a redução de custos de escoamento da produção no pré-sal.
Desde 2016, a empresa realizou mais de 200 manobras de transbordo em alto-mar no Brasil, acumulando um histórico operacional superior a 3 milhões de horas ativas sem incidentes. Com o avanço do desenvolvimento do projeto de Raia, na Bacia de Campos, a petroleira projeta dobrar o volume atual de operações a partir de 2028, acompanhando a expansão de sua curva de produção no país.
Eficiência no Escoamento e a Modalidade Underway
A principal modelagem logística adotada pela companhia no país é o ship to ship underway, no qual o transbordo do óleo cru é executado com os navios em navegação paralela e sincronizada em alto-mar. O método evita a dependência de infraestruturas portuárias de acostagem ou de terminais em terra, reduzindo gargalos operacionais e otimizando o frete marítimo internacional.
Na dinâmica adotada pela petroleira, a carga é transportada das unidades definitivas de produção (FPSOs) até o ponto de transbordo por navios aliviadores (shuttle tankers). Em seguida, o volume é transferido diretamente para navios petroleiros de grande porte do tipo VLCC ou Suezmax, responsáveis pelo transporte até os mercados consumidores finais.
Governança Operacional e Parcerias Estratégicas
A viabilidade técnica das manobras em alto-mar apoia-se em uma estrutura contratual e operacional integrada. As manobras são supervisionadas diretamente pela equipe da Repsol Sinopec e executadas em parceria com a James Fisher Fendercare, responsável pela gestão dos equipamentos de amarração e defensas, e com a Knutsen NYK Offshore Tankers (KNOT), proprietária e operadora dos navios aliviadores afretados.
Ao analisar os padrões operacionais exigidos nas manobras de alto-mar, o Gerente de Comercialização de Petróleo e Gás da companhia, Andrés Sannazzaro, ressaltou a importância da cultura preventiva e da governança técnica: “Essa conquista é fruto do nosso comprometimento com Saúde, Segurança e Meio Ambiente e em seguir inovando com uma operação preparada para os desafios da logística offshore.”
Ainda ao detalhar a coordenação entre os diferentes agentes envolvidos na cadeia de transbordo, o executivo reforçou os fatores determinantes para o marco alcançado: “O marco é resultado do planejamento, da disciplina e da atuação integrada entre as equipes da Repsol Sinopec, dos operadores e das empresas parceiras.”
Com o aumento previsto na produção com o primeiro óleo de Raia em 2028, a infraestrutura de transbordo offshore ganha ainda mais centralidade na estratégia de monetização do portfólio da petroleira no Brasil.


