Perfuração no bloco FZA-M-59 atinge intervalo com óleo em lâmina d’água de 2.886 metros, validando o potencial exploratório da Margem Equatorial brasileira.
A Petrobras identificou a presença de hidrocarbonetos durante a perfuração do poço exploratório 1-BRSA-1405-APS, batizado de Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas. A descoberta marca um divisor de águas na abertura da Margem Equatorial brasileira, área apontada pelo setor energético como a principal fronteira para recomposição das reservas nacionais de petróleo e gás natural.
O poço está situado em águas ultraprofundas, a cerca de 175 km da costa do Amapá, sob uma lâmina d’água de 2.886 metros. A aquisição do ativo remonta à 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizada em 2013 sob o regime de concessão, na qual a estatal assumiu 100% de participação operacional.
Avaliação técnica e continuidade operacional
A constatação da coluna com hidrocarbonetos ocorreu por meio da análise de perfis elétricos e de amostras rochosas coletadas durante a sondagem. De acordo com a Petrobras, as atividades de perfuração seguem em andamento para delimitar a extensão do reservatório e avaliar a viabilidade comercial do achado, mantendo o rigor com a segurança operacional, a integridade ambiental e as diretrizes sociais das comunidades do entorno.
A liderança da petroleira reforçou o peso estratégico da descoberta para a soberania energética do país. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou o avanço na região: “Nosso otimismo em relação à margem equatorial brasileira se confirma hoje. Essa primeira descoberta na costa do Amapá é resultado da dedicação e da competência da Petrobras, que está comprometida com a recomposição das reservas de petróleo e com a segurança energética do país.”
Estratégia de fronteira e transição energética
A campanha no bloco FZA-M-59 integra o plano de investimentos da estatal focado em novas fronteiras exploratórias de alto impacto. O avanço em bacias de nova fronteira é tido como fundamental para garantir a autossuficiência e o suprimento da demanda nacional durante o processo de transição energética justa, assegurando a geração de caixa necessária para financiar a diversificação da matriz.



