Apesar do corte na produção e do menor recurso eólico, geradora reduz prejuízo líquido em 23% e avança com Ebitda ajustado de R$ 501,9 milhões
A Serena Energia encerrou o segundo trimestre de 2026 com uma geração total de 2.214 GWh, volume 6,4% inferior ao registrado em igual período do ano anterior. O desempenho operacional foi pressionado sobretudo pela intensificação do curtailment (cortes de geração determinados pelo operador do sistema) nos ativos de grande porte, somado à menor incidência de ventos nos principais complexos da companhia.
As restrições de escoamento no sistema elétrico resultaram em um corte de 9,3% na geração total do trimestre, gerando um impacto negativo de 6,7% sobre o lucro bruto de energia da geradora.
Variação nos complexos eólicos e portfólio hídrico
O complexo eólico Delta foi o principal vetor de queda operacional, anotando uma redução de 183 GWh no volume gerado. O recuo refletiu a variação na safra dos ventos frente à base de comparação atipicamente favorável observada no segundo trimestre de 2025.
Em contrapartida, o complexo eólico Goodnight registrou avanço de 39 GWh no período, beneficiado pela comparação com um trimestre de menor recurso no ano anterior.
No segmento hidrelétrico, a geração recuou 26 GWh. O movimento decorre do desinvestimento na PCH Pipoca, cuja alienação de 51% das ações para a Cemig foi concluída ao final de março deste ano pelo valor de R$ 38,9 milhões.
Ebitda cresce 19% e prejuízo recua para R$ 26,7 milhões
Mesmo diante das restrições operacionais, o resultado financeiro reportou melhora no período. A Serena reduziu o prejuízo líquido em 23% na comparação anual, fechando o segundo trimestre de 2026 em R$ 26,7 milhões. Na métrica ajustada, o prejuízo ficou em R$ 49 milhões, representando uma forte recuperação sobre o primeiro trimestre deste ano, quando a perda havia sido R$ 204,8 milhões superior.
A recuperação no resultado ajustado foi impulsionada pelo crescimento do Ebitda ajustado, que atingiu R$ 501,9 milhões, avanço de 19% em relação ao segundo trimestre de 2025. A expansão de R$ 80 milhões no indicador foi garantida pelo incremento de R$ 126 milhões no balanço energético da companhia.
O avanço operacional do balanço compensou o recuo de R$ 29 milhões no resultado da comercializadora. A mesa de operações da companhia encerrou o período com lucro de R$ 42 milhões, mantendo margens positivas mesmo sob condições de menor volatilidade e liquidez no mercado livre. O resultado final da empresa refletiu ainda a expansão das despesas operacionais e da linha de custos.



