Repasses do Programa de Subvenção Econômica cobrem operações de comercialização do combustível líquido e importação de gás de cozinha referentes aos meses de maio e junho
A Petrobras recebeu o aporte de R$ 536,7 milhões em novas parcelas relativas ao Programa de Subvenção Econômica da gasolina e do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). O repasse financeiro, comunicado pela estatal nesta sexta-feira (14), visa equalizar os custos operacionais da companhia na comercialização do combustível automotivo e no suprimento do gás de cozinha no mercado nacional.
Com a entrada dos novos recursos, o montante acumulado recebido pela petroleira no âmbito do programa federal atingiu a marca de aproximadamente R$ 6,9 bilhões. A medida integra a política de neutralização de volatilidades de preços do suprimento energético em períodos específicos de liquidação.
Detalhamento das parcelas por combustível e período
A maior fatia do montante total recebido foi alocada à equalização da gasolina, somando R$ 479,2 milhões. Desse volume, R$ 426,4 milhões referem-se às operações de comercialização efetuadas entre 1º e 15 de junho. O saldo remanescente, equivalente a R$ 52,8 milhões, corresponde ao ajuste do período de 25 a 31 de maio.
A parcela destinada ao GLP totalizou R$ 57,5 milhões, direcionada estritamente à garantia do abastecimento via importação do energético. A discriminação dos valores aponta R$ 43,9 milhões referentes ao mês de abril, enquanto R$ 13,6 milhões cobrem a segunda quinzena de maio.
Impacto no fluxo de caixa e na logística de suprimento
A regularidade nos repasses da subvenção econômica é vista pelo mercado financeiro e por analistas do setor de combustíveis como elemento chave para a previsibilidade do fluxo de caixa da Petrobras. A compensação financeira assegura a manutenção da margem de refino e de importação sem comprometer a liquidez do planejamento operacional da estatal.
Além do efeito contábil direto, os repasses para o GLP cobrem as assimetrias logísticas decorrentes da dependência de volumes importados para complementar a oferta doméstica de gás de cozinha, preservando a estabilidade da cadeia de suprimento em momentos de variação cambial e de cotações internacionais dos derivados.



