Com aportes previstos de R$ 785,9 milhões e meta de conectar 18.775 unidades consumidoras na primeira fase, concessionária reinicia a expansão da eletrificação rural e remota em Iranduba, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva e Manaus.
A Âmbar Energia iniciou uma nova frente de obras do programa federal Luz para Todos no estado do Amazonas, marcando a retomada efetiva das instalações após um período de quase dois anos de estagnação operacional e baixa execução na região. Assumindo a concessão há cinco meses, a empresa deu o pontapé inicial no cronograma de expansão no município de Iranduba, com foco em mitigar o déficit histórico de acesso à eletricidade em comunidades rurais, ribeirinhas e isoladas.
A primeira etapa do plano prevê a aplicação de R$ 785,9 milhões em investimentos diretos, com a meta de viabilizar 18.775 ligações consumidoras ao longo de um ano, impactando positivamente a vida de cerca de 94 mil pessoas em diversos municípios amazonenses. A retomada ocorre após a formalização dos instrumentos contratuais indispensáveis para a mobilização das frentes de trabalho.
Histórico de baixa execução e cronograma de mobilização
O reinício das atividades de engenharia e instalação encerra um ciclo de forte ociosidade na execução do programa no estado. Os registros oficiais apontam que, em 2024, apenas 291 ligações foram concretizadas frente a uma meta de 4.808 unidades, enquanto o ano de 2025 encerrou sem nenhuma nova entrega concluída das 4 mil previstas inicialmente.
Para reverter o cenário, a concessionária estruturou uma agenda de largada dividida em quatro polos regionais ao longo desta semana. As intervenções foram iniciadas em Iranduba, contemplando inicialmente 630 residências, e seguem para Presidente Figueiredo, onde serão realizadas 1.527 ligações. Na sequência, o cronograma alcança Rio Preto da Eva, com 879 conexões, e a zona rural de Manaus, especificamente no ramal da Água Branca, a partir do sub-ramal do Zacarias, na rodovia AM-010, que receberá 1.652 novas ligações. Somadas, essas quatro praças respondem por 4.688 unidades do total previsto para esta fase.
Redes convencionais e sistemas solares fotovoltaicos
O plano de universalização desenhado pela Âmbar Energia está estruturado em duas vertentes tecnológicas distintas para atender às particularidades geográficas da região amazônica. A modalidade de eletrificação convencional absorverá a maior parte dos recursos, somando R$ 423,8 milhões destinados à construção de 1.865 quilômetros de redes de média tensão, além da instalação de postes, transformadores e cabos. Essa frente atenderá 11.517 unidades consumidoras distribuídas em 54 municípios, beneficiando cerca de 57.585 habitantes.
Para as localidades onde a expansão das redes físicas tradicionais é inviabilizada por barreiras geográficas e logísticas, acentuadas pelas grandes distâncias e pela dependência do transporte fluvial, a estratégia contempla a implantação de sistemas individuais de geração de energia solar. Esta segunda modalidade prevê 7.258 ligações em 18 municípios, com aportes de R$ 362 milhões voltados à instalação de painéis fotovoltaicos, inversores e bancos de baterias para assegurar o suprimento contínuo de eletricidade a aproximadamente 36.290 moradores de áreas remotas.
Do montante global de R$ 785,9 milhões alocados no projeto, a maior parte, R$ 707,3 milhões, será aportada por meio de recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), o encargo setorial encarregado de viabilizar políticas públicas de universalização do serviço de energia elétrica, ao passo que os R$ 78,6 milhões restantes representam a contrapartida financeira do agente executor.



