Competição global de inovação foca em resolver lacunas de acesso, confiabilidade e eficiência em comunidades isoladas; vencedores receberão suporte financeiro e mentoria corporativa
A Schneider Electric, uma das principais referências globais em transformação digital da gestão de energia e automação, deu início ao processo de engajamento para o Go Green Student Competition 2026. O programa internacional de inovação aberta busca atrair ecossistemas acadêmicos e jovens empreendedores voltados ao desenvolvimento de soluções disruptivas aplicadas aos gargalos de infraestrutura, custo e confiabilidade energética em comunidades economicamente vulneráveis ou isoladas de redes principais.
Sob a tese central “Energy Tech for Local Impact” (Tecnologia Energética para Impacto Local), a chamada tecnológica deste ano exige que os proponentes desenhem matrizes de suprimento limpo customizadas para cenários regionais específicos. O comitê de avaliação exigirá projetos que equilibrem a viabilidade econômica do modelo de negócios com ganhos mensuráveis de eficiência, forte apelo de design inclusivo e a integração de plataformas digitais de controle.
As diretrizes do prêmio contam com a estrutura de fomento dos programas Youth Education & Entrepreneurship e Access to Energy, mantidos pela multinacional. O certame aceita a submissão de propostas elaboradas por estudantes de graduação e pós-graduação, com faixa etária entre 18 e 30 anos, de qualquer nacionalidade. O prazo final para o envio dos modelos conceituais expira no dia 28 de agosto de 2026.
Cronograma de avaliação e estrutura de premiação em euros
Após o encerramento do período de submissão de teses de engenharia e negócios em agosto, o cronograma operacional prevê o início das auditorias técnicas em setembro. Nesta etapa, o corpo de jurados filtrará as dez melhores propostas globais, cujos criadores passarão por um estágio de aceleração e mentoria executiva conduzido por especialistas de alta liderança da Schneider Electric.
A seleção dos três projetos finalistas ocorrerá em novembro, pavimentando o caminho para a banca final global em dezembro de 2026. O ecossistema de premiação distribuirá um aporte financeiro total de 10 mil euros sem contrapartida de equity, fracionado em 6 mil euros para a equipe campeã, 2,5 mil euros para a segunda colocada e 1,5 mil euros para o terceiro lugar do prêmio corporativo.
As perspectivas estratégicas de atração de capital humano e descentralização da inovação tecnológica são detalhadas pelo vice-presidente de Recursos Humanos da Schneider Electric na América do Sul, Enrique Olmedo Plata: “O Go Green reforça o compromisso da Schneider Electric com a formação da próxima geração de talentos e a democratização do acesso às oportunidades criadas pela transição energética. Ao conectar estudantes a desafios reais do setor, a competição estimula a inovação, o empreendedorismo e o aperfeiçoamento de soluções capazes de gerar impacto positivo nas comunidades. O projeto também possibilita que os candidatos desenvolvam competências valorizadas pelo mercado e tenham contato com profissionais e temas que estão moldando o futuro da energia.”
Formação de pipeline de talentos e histórico de empregabilidade no setor
Ao completar 15 anos de atuação continuada no fomento à inovação de base tecnológica, o programa consolidou-se como um dos principais pipelines globais de captação de recursos humanos altamente qualificados para o mercado de energia de baixo carbono. O histórico acumulado da iniciativa registra o engajamento de mais de 216 mil estudantes e o recebimento de mais de 34 mil patentes e conceitos focados em sustentabilidade ativa.
O volume de propostas indica o vigor do mercado varejista de ideias: apenas no ciclo correspondente a 2025, a multinacional computou mais de 11 mil inscritos com mil projetos avaliados. A relevância corporativa do ecossistema transborda o suporte financeiro, atuando como porta de entrada formal para o quadro de engenharia e desenvolvimento da companhia. Prova disso é que, na edição anterior, 22 competidores foram integrados diretamente ao quadro de colaboradores fixos da empresa após o encerramento das rodadas de defesa técnica.
A transição da bancada acadêmica para a atuação prática no desenvolvimento de soluções em escala comercial é compartilhada por Angie Redondo Herrera, engenheira que integrou o time finalista do Go Green em 2020 na Colômbia e atua hoje na estrutura interna da Schneider Electric: “O Go Green me permitiu aplicar conhecimentos acadêmicos a desafios reais e me aproximou de profissionais e temas ligados à transição energética. A experiência impulsionou meu desenvolvimento profissional, ampliou minha visão sobre inovação e me mostrou como a tecnologia pode ajudar a solucionar problemas de regiões inteiras.”



