Vibra registra EBITDA de R$ 4,5 bilhões e atinge margem de R$ 476/m³ no 2T26

Distribuidora reduz alavancagem financeira para 1,3x, impulsionada por geração de caixa operacional de R$ 3,8 bilhões, início das operações da mesa de trading de etanol e ganho de eficiência no B2B

A Vibra encerrou o segundo trimestre de 2026 com EBITDA de R$ 4,5 bilhões e margem de R$ 476/m³, ambos em métrica ajustada. O desempenho operacional foi ancorado em um volume total vendido de 9,053 milhões de m³ e em uma geração de fluxo de caixa operacional de R$ 3,8 bilhões no período.

Em um cenário de elevada volatilidade internacional das cotações de derivados de petróleo e biocombustíveis, a distribuidora acelerou o ritmo de expansão do seu canal de distribuição. Foram adicionados 230 novos postos à rede no trimestre, estabelecendo um recorde pelo terceiro período consecutivo, o que elevou a base ativa da companhia para 7.556 pontos de venda no país.

Desalavancagem financeira e rentabilidade de capital

A forte geração de caixa operacional acelerou a trajetória de desalavancagem iniciada em meados de 2025. O indicador dívida líquida/EBITDA encerrou o trimestre em 1,3x, o que representa uma retração de 1,6x na comparação com os 2,9x apurados no segundo trimestre de 2025.

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Paralelamente, o retorno sobre o capital investido (ROIC) da companhia alcançou 27% no fechamento do período. Com o fortalecimento da estrutura de capital, o conselho de administração aprovou a distribuição de R$ 558 milhões em Juros sobre o Capital Próprio (JCP) aos acionistas.

Atuação B2B, trading de etanol e dinâmica concorrencial

No segmento corporativo, a empresa somou mais de 160 novos contratos firmados no primeiro semestre de 2026, com abrangência em setores como aviação, navegação marítima, plantas industriais e agronegócio. A recomposição de margens na unidade B2B foi sustentada pela maior penetração de produtos aditivados no mix de vendas.

No ambiente de suprimento, o trimestre marcou o início das operações da mesa própria de trading de etanol da Vibra. A estrutura passou a gerenciar a originação e comercialização do biocombustível, conferindo maior flexibilidade na gestão de estoque e otimização das margens do portfólio renovável.

Ao avaliar as alavancas operacionais e a execução do plano de negócios no trimestre, o presidente executivo da Vibra, Ernesto Pousada, destacou a coerência do plano de expansão e dos investimentos logísticos da distribuidora: “Os resultados deste trimestre refletem uma estratégia consistente, construída ao longo dos últimos anos com investimentos em infraestrutura, tecnologia e logística, sempre com foco em garantir o abastecimento dos nossos clientes em todo o país. O recorde de embandeiramento e a expansão da nossa base de clientes mostram que confiança se conquista com execução, qualidade e visão de longo prazo. Seguiremos crescendo junto com o Brasil, de forma sustentável, mantendo nosso compromisso de gerar valor para clientes, parceiros, acionistas e para o desenvolvimento do país.”

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A empresa indicou ainda que a consolidação dos ganhos de margem foi favorecida pelo endurecimento do combate às irregularidades tributárias e operacionais no mercado nacional de combustíveis, movimento que tem reduzido distorções competitivas no setor de distribuição de grande porte.

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