UTE Azulão inicia testes no Amazonas e consolida expansão térmica de R$ 781 milhões no Norte

Integrada ao Novo PAC, usina de 361,5 MW em Silves (AM) prepara entrada em operação comercial para agosto; complexo alcançará 964 MW de potência firme até 2027.

O subsistema Norte do Sistema Interligado Nacional (SIN) ganhou um reforço estrutural em sua capacidade de geração de energia de base. A Usina Termelétrica (UTE) Azulão, localizada no município de Silves (AM), iniciou formalmente a fase de operação em teste no mês passado. O empreendimento, que demandou aportes privados avaliados em R$ 781 milhões, representa o primeiro marco operacional do Complexo Termelétrico Azulão, projeto estratégico para a segurança energética da região e para a estabilização dos fluxos de potência na rede básica.

A usina foi projetada para operar em ciclo simples, equipada com uma turbina a gás de alta eficiência que soma 361,5 MW de capacidade instalada. O cronograma regulatório prevê o início da operação comercial para agosto deste ano. O ativo será totalmente abastecido pelo gás natural produzido no próprio Campo de Azulão, na Bacia do Amazonas, consolidando o modelo reservoir-to-wire (R2W), onde a produção do combustível é integrada diretamente à conversão em energia elétrica, mitigando gargalos logísticos de transporte. Além do impacto no setor elétrico, a implantação mobilizou a economia local, respondendo pela geração de mais de 4 mil postos de trabalho diretos e indiretos ao longo das obras.

Integração ao SIN e infraestrutura de transmissão compartilhada

A configuração técnica da planta visa atender à crescente demanda por energia despachável no SIN, sobretudo em períodos de severidade hidrológica ou de picos de consumo na região Norte. Para escoar a energia gerada até os centros de carga, o projeto demandou o desenvolvimento de uma infraestrutura de transmissão robusta e compartilhada.

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O escoamento da UTE Azulão ocorrerá por meio de um arranjo de conexão integrado à futura UTE Azulão II. A infraestrutura compartilhada fará o acoplamento das usinas diretamente à Subestação Silves, sob a classe de tensão de 500/138 kV, assegurando a flexibilidade operativa necessária para o operador do sistema injetar a potência firme na rede de alta tensão.

O planejamento de longo prazo prevê que o Complexo Termelétrico Azulão atinja sua configuração plena em julho de 2027, quando passará a contar com uma capacidade instalada consolidada de 964 MW. Quando estiver em plena operação, o complexo atuará como um importante lastro térmico para o SIN, oferecendo confiabilidade sistêmica e suporte de potência para compensar a intermitência das fontes renováveis que expandem a matriz nacional.

Investimento estratégico na carteira do Novo PAC

O ativo termoelétrico amazonense está inserido no portfólio de obras prioritárias do Governo Federal, integrando o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). O complexo reflete as metas de expansão de infraestrutura focadas na descentralização da matriz e na garantia de suprimento para as regiões isoladas ou de ponta de linha do sistema elétrico.

Dentro do eixo voltado à Transição e Segurança Energética, o balanço atualizado do Novo PAC aponta para um portfólio robusto de 595 usinas outorgadas e monitoradas. Deste total, 446 empreendimentos já foram concluídos e entregues para operação comercial em todo o território nacional. A carteira remanescente, na qual se insere o complexo de Silves, segue com cronogramas monitorados para garantir a expansão da capacidade instalada em alinhamento com o crescimento da carga projetado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

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