Fim do pacto entre Somah e fundos altera dinâmica de voto e marca nova fase de governança na petroleira após venda de 26% do capital.
A Brava Energia informou o encerramento formal de seu acordo de acionistas. A extinção do pacto societário, que regulava o exercício do direito de voto e os ritos para transferência de papéis entre os signatários, ocorreu após a conclusão da venda de 26% do capital social da petrolífera para a estatal colombiana Ecopetrol por um bloco de investidores.
Com a assinatura do distrato, todas as cláusulas que determinavam a atuação conjunta do grupo de acionistas deixam de produzir efeitos legais e operacionais na estrutura de governança da companhia.
O movimento marca uma etapa decisiva na reorganização societária da petroleira independente, resultante da fusão entre 3R Petroleum e Enauta, ajustando a estrutura de capital da petroleira à entrada de um sócio estratégico de porte internacional no setor de E&P na América Latina.
Pulverização de capital e nova dinâmica na estrutura de voto
O acordo de acionistas extinto garantia o alinhamento de voto e a estabilidade nas decisões estratégicas do grupo fundador e de fundos relevantes. O instrumento contava com a participação da holding Somah Investimentos e Participações, além dos fundos Printemps, Quantum, G5 Wimbledon, G5 Arb FIF, Jive III, JCI II, JCI IV, Rumba e Yellowstone.
As partes haviam firmado em conjunto o contrato de alienação de ações que resultou no ingresso da Ecopetrol. Com o encerramento do pacto, os acionistas remanescentes passam a exercer seus direitos de voto de forma individualizada, ampliando a flutuação livre das ações no mercado e alterando a dinâmica de aprovação de matérias em assembleias gerais.
Ecopetrol fortalece presença estratégica no offshore brasileiro
A aquisição da fatia de 26% pela Ecopetrol insere a petrolífera colombiana no centro das decisões operacionais de ativos relevantes nos pós-sal e pré-sal brasileiros operados pela Brava Energia, como os campos de Papa-Terra, Atlanta e o Polo Macau.
Para a Brava Energia, o encerramento do acordo de acionistas alinha a governança às práticas de mercado de companhias corporativas com capital pulverizado (corporations), enquanto a chegada da estatal colombiana injeta musculatura financeira e capacidade técnica para a execução do plano de negócios e descomissionamento em ativos maduros e de águas profundas.



