Petroleira elevou produção para 82 mil boe/d, reduziu alavancagem para 1,97x e concluiu leilão de OPA de R$ 2,67 bilhões para a entrada da estatal colombiana.
A BRAVA Energia encerrou o segundo trimestre de 2026 (2T26) com os melhores resultados financeiros de sua história recente, combinando expansão operacional nos campos offshore e rigor na gestão de passivos. A companhia apurou uma receita líquida recorde de US$ 712 milhões entre abril e junho, avanço de 20% na comparação sequencial com o primeiro trimestre (1T26). No mesmo período, o EBITDA ajustado cresceu 10%, atingindo o patamar inédito de US$ 341 milhões.
O desempenho refletiu a aceleração da extração nos ativos marítimos, a alta do petróleo no mercado internacional e a rentabilidade da divisão de downstream, cuja margem de contribuição alcançou 13%. No trimestre, a produção média atingiu 82 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d), montante 8% superior ao reportado no trimestre anterior. Os números chegam em um momento decisivo para a governança da empresa, que se prepara para a troca do seu controle acionário.
Papa-Terra e Parque das Conchas puxam extração e lifting cost fica em US$ 16,3/boe
A expansão do volume extraído foi impulsionada pela maior eficiência operacional nos campos de Papa-Terra e Parque das Conchas. A performance volumétrica coincidiu com um ciclo favorável de preços: o valor médio de venda do petróleo comercializado pela petroleira registrou alta de 23% no período.
Mesmo com a maior intensidade das atividades marítimas, a companhia manteve a disciplina de custos. O lifting cost, excluídos os gastos com afretamento de plataformas, fixou-se em US$ 16,3 por barril de óleo equivalente. A forte geração de caixa operacional reforçou a posição de liquidez da petroleira, que encerrou o mês de junho com US$ 965 milhões em caixa e equivalentes.
Ao analisar os pilares do balanço financeiro e os ganhos de produtividade no trimestre, o CFO da BRAVA Energia, Luiz Carvalho, ressalta a importância da desalavancagem sustentável: “Alcançamos marcas históricas de receita e EBITDA no segundo trimestre, impulsionados pela captura de eficiências e pelo forte momento comercial dos nossos ativos. Esses resultados reforçam o compromisso da BRAVA com uma disciplina financeira rigorosa, nos permitindo sustentar uma posição de caixa robusta e avançar de forma consistente na desalavancagem e na redução do nosso custo de dívida, gerando valor sustentável para o acionista.”
Quinto trimestre de desalavancagem e retração no custo da dívida
Paralelamente ao avanço operacional, a BRAVA Energia acumulou o quinto trimestre consecutivo de retração em sua dívida líquida. A relação Dívida Líquida/EBITDA caiu para 1,97x ao término de junho. Quando ajustado para excluir os efeitos das operações de hedge, o indicador recuou para 1,55x, patamar significativamente inferior às 3,11x apuradas no segundo trimestre de 2025.
O perfil de endividamento também apresentou melhora qualitativa. O custo médio ponderado da dívida recuou de 8,70% para 7,86% ao ano, aliviando o fardo das despesas financeiras e concedendo maior flexibilidade ao balanço patrimonial para sustentar o plano de negócios.
Avanço nos projetos offshore e digitalização na Bacia Potiguar
Na frente de desenvolvimento de reservas, as campanhas de perfuração nos campos de Atlanta e Papa-Terra mantiveram conformidade com os cronogramas físicos e orçamentos estabelecidos, registrando marcos de evolução em julho.
Em terra (onshore), a companhia iniciou a operação do Centro de Operações Integradas da Bacia Potiguar. A estrutura centraliza o monitoramento remoto em tempo real e introduz tecnologias de automação e inteligência de dados com o objetivo de otimizar a manutenção preditiva e reduzir o custo operacional das concessões mantidas no Nordeste.
Ecopetrol assume 51% do capital social após leilão de OPA de R$ 2,67 bilhões
Junto à divulgação dos indicadores financeiros, a BRAVA confirmou a conclusão das etapas do leilão da oferta pública de aquisição de ações (OPA) promovida pela Ecopetrol. No certame realizado na quarta-feira (5), a estatal colombiana arrematou 116,1 milhões de ações ordinárias ao preço unitário de R$ 23,00, perfazendo um volume financeiro de aproximadamente R$ 2,67 bilhões.
O lote adquirido equivale a cerca de 25% do capital social da empresa. Com a liquidação financeira da OPA, agendada para 17 de agosto, a Ecopetrol passará a deter 236,9 milhões de ações ordinárias, montante correspondente a 51% do capital votante da BRAVA Energia, assumindo formalmente o controle societário do grupo.



