Impulsionado pelas novas plataformas P-78 e P-79, o maior ativo produtor do país rompe barreiras operacionais e já responde por um terço de todo o volume extraído pela Petrobras
O desenvolvimento do pré-sal brasileiro atingiu um novo ápice operacional na Bacia de Santos. A Petrobras oficializou que o campo de Búzios registrou, nesta terça-feira (23), uma produção média diária recorde de 1,1 milhão de barris de petróleo equivalentes. A marca supera de forma expressiva o recorde anterior de 1 milhão de barris por dia, obtido em outubro de 2025, ratificando o ativo como a principal fortaleza estratégica do portfólio de Exploração e Produção (E&P) da companhia.
Com esse novo patamar volumétrico, a área se consagra de maneira isolada como o maior campo produtor do país, liderando também o ranking nacional em reservas provadas. A relevância técnica e econômica do projeto se traduz em sua expressiva participação na matriz extrativa: atualmente, a infraestrutura instalada em Búzios é responsável por cerca de um terço de todo o volume de óleo operado pela estatal no território brasileiro. Sob a ótica histórica, o feito isola o ativo como o segundo na trajetória da petroleira a romper a barreira simbólica de 1 milhão de barris diários, façanha antes restrita apenas ao campo de Tupi, o pioneiro do pré-sal.
Eficiência em águas profundas: O papel das plataformas P-78 e P-79
O salto quantitativo verificado na curva de extração está diretamente atrelado à execução rigorosa do planejamento de engenharia de reservatórios para águas ultraprofundas. De acordo com os relatórios técnicos da operadora, a performance sem precedentes decorre da interligação tempestiva de novos poços de altíssima produtividade, somada ao avanço consistente e acelerado da curva de produção (ramp-up) das plataformas P-78 e P-79.
Essas duas unidades flutuantes foram integradas à malha recentemente e já operam exibindo elevados índices de eficiência mecânica e estabilidade de fluxo. A otimização dos sistemas de escoamento e a excelente resposta geológica das formações conectadas a esses ativos permitiram que os picos nominais de vazão fossem atingidos dentro das metas regulatórias e cronogramas estipulados pela petroleira.
Engenharia naval e o planejamento para 12 FPSOs simultâneos
Atualmente, o arranjo produtivo do campo de Búzios é composto por oito grandes unidades de produção em atividade. A robusta infraestrutura compreende as plataformas P-74, P-75, P-76, P-77, P-78 e P-79, complementada pelos navios-plataforma dedicados do tipo FPSO (Floating Production Storage and Offloading) Almirante Barroso e Almirante Tamandaré. Essa configuração confere à companhia alta flexibilidade operacional para o tratamento e segregação de hidrocarbonetos em lâmina d’água ultraprofunda.
Os planos estratégicos de longo prazo indicam que o potencial do ativo está longe do teto. O planejamento de expansão prevê a instalação progressiva de novas infraestruturas até que o campo alcance o total de 12 FPSOs operando em simultâneo ao final da implantação completa do projeto.
Para sustentar essa curva ascendente, encontram-se em estágio avançado de construção nos estaleiros parceiros as unidades P-80, P-82 e P-83. Adicionalmente, as tratativas para a futura plataforma Búzios 12 já cruzaram os marcos administrativos iniciais e encontram-se na fase de licitação internacional, sinalizando o compromisso contínuo da governança corporativa com o aporte de capital e o adensamento tecnológico na fronteira do pré-sal.



