Transação de 23,03% na geradora gaúcha consolida reciclagem de capital da elétrica e reforça autoprodução da siderúrgica no Sul.
A Copel concluiu a alienação de sua participação de 23,03% no capital social da Dona Francisca Energética S.A. (DFESA), concessionária responsável pela operação da Usina Hidrelétrica Dona Francisca. A fatia societária foi adquirida pela Gerdau S.A. pelo montante de R$ 150.719.205,75, pago em parcela única e já ajustado conforme as cláusulas do Contrato de Compra e Venda de Ações (CCVA).
A efetivação do fechamento financeiro (closing) ocorreu após o cumprimento integral das condições precedentes, incluindo as devidas anuências dos órgãos reguladores e as aprovações corporativas cabíveis. A transação dá continuidade ao processo iniciado em 15 de junho de 2026, quando a empresa comunicou o acordo ao mercado.
Reciclagem de capital e simplificação da estrutura societária
A saída do quadro societário da UHE Dona Francisca insere-se na estratégia da Copel de desinvestimento de participações minoritárias não operadas e simplificação de sua estrutura organizacional. A usina, localizada no Rio Jacuí (RS), possui 125 MW de potência instalada e opera sob regime de concessão no subsistema Sul.
Com a consolidação da venda, a companhia libera capital imobilizado em ativos de menor sinergia operacional para priorizar investimentos em projetos de grande porte em transmissão, geração renovável e modernização da distribuição.
A administração da Copel ressalta que a conclusão do negócio reflete a diretriz de otimização de portfólio para aumentar o retorno sobre o capital empregado: “A conclusão desta transação reafirma o compromisso da Copel em otimizar continuamente seu portfólio, simplificar sua estrutura societária e concentrar investimentos em ativos estratégicos, gerando valor aos seus acionistas e assegurando a melhoria contínua dos serviços prestados aos clientes.”
Gerdau amplia autoprodução física de energia no Sul
Do lado comprador, a aquisição da fatia remanescente da Copel reforça a estratégia da Gerdau de ampliar sua pegada em autoprodução de energia elétrica. A siderúrgica, que já detinha participação relevante na concessionária, busca assegurar previsibilidade de suprimento, mitigação de volatilidade tarifária no Mercado Livre de Energia e redução da pegada de carbono em suas operações industriais na Região Sul.
A transação reforça a tendência de consolidação no segmento de geração hídrica por grandes consumidores industriais (eletrointensivos), ao mesmo tempo em que permite à Copel acelerar o plano de alocação de capital focado em ativos de maior rentabilidade e controle operacional.



