Com um ano de atuação, a Superintendência-Geral de Gestão Energética (Supen) transforma o planejamento energético do Estado com políticas inovadoras voltadas à descarbonização, energias renováveis e eficiência energética
O Paraná comemora um marco estratégico na consolidação de sua política energética. A Superintendência-Geral de Gestão Energética (Supen), vinculada à Secretaria do Planejamento (SEPL), completa um ano de atividades com conquistas que reforçam o protagonismo do Estado na transição energética brasileira. Criada em novembro de 2024, a Supen nasceu com a missão de coordenar as ações estratégicas no setor energético, com foco em planejamento de longo prazo, inovação e sustentabilidade.
Entre os principais resultados do período estão a entrega do Plano do Hidrogênio Renovável, em janeiro, e do Plano do Biogás e Biometano, em agosto. Ambos estruturam a política pública estadual para o desenvolvimento de fontes limpas e sustentáveis de energia, reforçando o papel do Paraná como referência nacional em bioenergia e economia verde.
O secretário do Planejamento, Ulisses Maia, destacou a relevância do trabalho desenvolvido pela Supen. “Por meio da Supen, a secretaria faz essa articulação e pensa o presente e o futuro da energia. Isso tudo com o objetivo de transformar a vida dos paranaenses”.
Hidrogênio renovável: o combustível do futuro
O Plano do Hidrogênio Renovável do Paraná foi apresentado ao governador Carlos Massa Ratinho Junior no início de 2025 e marca um passo decisivo na diversificação da matriz energética estadual. O documento mapeia as potencialidades e demandas para o desenvolvimento dessa nova fronteira energética, com foco especial na produção de hidrogênio a partir do biogás oriundo da biomassa agropecuária, um recurso abundante no Estado.
A elaboração contou com a colaboração de 22 especialistas, entre pesquisadores, professores e representantes do setor público e privado. Dividido em três capítulos, mercado, potencial e rumos para a descarbonização, o plano apresenta um mapeamento energético detalhado do Paraná, identificando oportunidades de integração entre oferta e demanda, além de estratégias para reduzir as emissões de carbono.
Entre os benefícios apontados, destacam-se a redução de gases poluentes, a maior flexibilidade no transporte e estocagem de energia e a ampliação da segurança energética regional. O plano consolida o Paraná como um dos primeiros estados brasileiros a estabelecer uma política estruturada para o hidrogênio verde, considerado peça-chave para a transição energética global.
Biogás e biometano: energia limpa e economia circular
Outro avanço relevante é o Plano do Biogás e Biometano, lançado em agosto. Alinhado ao conceito de economia circular, o documento propõe ações integradas para transformar resíduos orgânicos em energia limpa e subprodutos de valor agregado, promovendo o uso racional de recursos e a redução de emissões.
A iniciativa busca diversificar a matriz energética, fortalecer a geração descentralizada de energia e atrair investimentos sustentáveis. O plano apresenta diretrizes estratégicas e propostas de ação para orientar políticas públicas e impulsionar a competitividade do setor.
O superintendente-geral da Supen, Sandro Vieira, ressaltou o caráter estratégico dessa articulação. “Estamos focados na articulação estratégica entre os setores da economia paranaense e o Governo, de forma a garantir, não somente um futuro energético sustentável, mas também a disponibilidade, segurança e resiliência energética em nosso Estado, com um olhar atencioso à descarbonização da economia, através de insumos estratégicos provenientes da biomassa”.
O Paraná também avança em projetos estruturantes, como o aproveitamento do biometano em aterros sanitários e o primeiro posto de combustível de biometano do Estado, iniciativas que fortalecem o papel do gás renovável como vetor de desenvolvimento sustentável.
Ilumina Paraná: eficiência energética nos municípios
A Supen também atua de forma transversal em programas de eficiência energética e modernização da infraestrutura pública. Um dos destaques é o Ilumina Paraná, que busca substituir toda a iluminação pública do Estado por luminárias de LED até 2026. O investimento previsto é de R$ 300 milhões e deve beneficiar mais de 100 municípios, incluindo áreas urbanas e rurais.
A modernização reduzirá o consumo de energia, aumentará a segurança nas vias públicas e diminuirá custos operacionais das prefeituras. O programa é executado pela Secretaria das Cidades (Secid), com apoio técnico da Supen, e complementa o esforço estadual pela eficiência energética e sustentabilidade.
Estrutura e governança energética integrada
Com uma estrutura dividida em três coordenações, a Supen aborda de forma ampla o setor energético paranaense:
- Coordenação de Energia Elétrica – responsável por projetos ligados à geração e transmissão, incluindo fontes hidrelétrica, solar, eólica e termoelétrica.
- Coordenação de Gás, Biocombustíveis e Hidrogênio – dedicada a articular políticas públicas e investimentos privados para expandir o uso de insumos renováveis.
- Coordenação de Inovação, Infraestrutura e Mobilidade Elétrica – voltada à introdução de novas tecnologias, baterias e data centers.
Além dessas frentes, a Supen representa o Estado no Fórum Nacional de Secretários de Minas e Energia, preside o Comitê de Governança do Biogás e Hidrogênio Renovável e lidera estudos sobre descarbonização da economia paranaense e expansão das redes de gás em municípios com baixo IDH.



