Presidente do Senado afirma que o Brasil é exemplo global na redução do desmatamento e na transição energética, e reforça que a Margem Equatorial pode financiar a sustentabilidade na Amazônia
Durante a abertura oficial da 30ª Conferência do Clima da ONU (COP30), realizada em Belém (PA), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, destacou o papel do Brasil como líder mundial em preservação ambiental e energia limpa. Em um discurso voltado à comunidade internacional, Davi ressaltou que o País tem conseguido aliar desenvolvimento econômico e proteção ambiental, conciliando a expansão da matriz energética com práticas sustentáveis.
Segundo o senador, o Amapá, seu estado natal, é exemplo dessa integração. “O Amapá mantém mais de 97% do território preservado e se tornou referência em iniciativas que aliam desenvolvimento socioeconômico à conservação da natureza”, afirmou. Para ele, o caso demonstra que é possível promover crescimento sustentável sem comprometer os recursos ambientais do país.
Margem Equatorial: sustentabilidade e desenvolvimento lado a lado
Em um dos momentos mais destacados do discurso, Davi Alcolumbre defendeu a exploração responsável de petróleo e gás na Margem Equatorial, ressaltando que o Brasil está comprometido com uma transição energética justa e baseada na ciência. Ele reforçou que o país não pode abrir mão dos seus recursos naturais, mas deve utilizá-los de forma equilibrada, como base para o financiamento de políticas ambientais e sociais.
“Como disse o presidente Lula, não é possível abrir mão desses recursos ainda, mas é fundamental aproveitá-los de forma sustentável. É exatamente isso que estamos fazendo. A renda da Margem Equatorial é que vai manter a floresta em pé. São esses royalties que vão financiar a transição energética, reduzir desigualdades e levar desenvolvimento sustentável ao Amapá, à Amazônia e a todo o Brasil”, destacou o chefe do Legislativo.
A fala de Davi sintetiza uma visão pragmática sobre a agenda climática brasileira: usar a riqueza dos recursos naturais como motor da sustentabilidade, transformando a exploração energética em instrumento de justiça socioambiental.
Amapá: modelo de conservação e energia limpa
O senador também reforçou o protagonismo do Amapá na pauta ambiental. O estado possui 73,5% de sua área sob proteção ambiental, considerando unidades de conservação, terras indígenas e comunidades quilombolas, e mantém taxa zero de desmatamento, um feito inédito no cenário amazônico.
“Sem dúvida, o Brasil é exemplo para o mundo: reduzimos em 50% o desmatamento da Amazônia nos últimos três anos, ampliamos o uso de biocombustíveis, energia solar e energia eólica, e lançamos o Fundo Florestas Tropicais para Sempre. O Amapá tem se destacado não apenas por ter mais de 97% de seu território preservado, mas também por ser pioneiro em iniciativas como o Plano Estadual de Sociobioeconomia, o Atlas Solar e o futuro Atlas Eólico, voltados à geração de energia limpa, renda e emprego. Temos saldo de carbono negativo: retiramos da atmosfera todo o dióxido de carbono que emitimos e ainda absorvemos mais de dez milhões de toneladas adicionais por ano”, afirmou.
Essas iniciativas refletem o esforço do estado em diversificar sua matriz energética, estimulando o uso de fontes renováveis e atraindo investimentos verdes. O Atlas Solar, já em andamento, e o futuro Atlas Eólico visam identificar o potencial de geração local e viabilizar novos empreendimentos no campo da energia limpa.
Redução do desmatamento e liderança climática brasileira
Os resultados apresentados pelo presidente do Senado durante a COP30 reforçam a posição estratégica do Brasil na governança climática global. Nos últimos três anos, o país reduziu o desmatamento da Amazônia em 50%, um indicador que vem sendo elogiado por organismos internacionais e que fortalece a imagem do país como líder no combate às mudanças climáticas.
Além disso, o avanço dos biocombustíveis, da energia solar e da energia eólica vem consolidando o Brasil como um laboratório mundial de transição energética, com políticas públicas que equilibram crescimento, inclusão social e sustentabilidade ambiental.



