Petrobras avalia aquisição de fazendas solares para abastecer unidades, incluindo terminal de Coari

Em iniciativa de transição energética, a companhia estuda projeto fotovoltaico para reduzir custos e ampliar o uso de energia limpa em suas operações logísticas

A Petrobras está avaliando a compra de fazendas solares para abastecer suas unidades, incluindo o braço logístico da empresa, a Transpetro, informou nesta terça-feira o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci. A estratégia integra a agenda de transição energética da estatal e reflete uma tendência global de grandes corporações investirem em energia renovável para reduzir custos operacionais e emissões de carbono.

Atualmente, a Transpetro opera dois terminais com energia fotovoltaica, localizados em Guarulhos (SP) e Belém (PA). Um terceiro terminal, situado em Coari (AM), pode ser o próximo a receber a tecnologia, em plena Amazônia.

Foco no terminal de Coari e expansão futura

“Nossa ideia é que o próximo terminal com energia solar seja em Coari, em plena selva amazônica. A diretora Angélica nos chamou para tentar fazer um trabalho conjunto com a Petrobras, comprando uma fazenda para instalação de placas solares”, afirmou Bacci durante a conferência Rio Pipeline.

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O executivo destacou que a iniciativa faz parte de uma abordagem mais ampla de transição energética, liderada pela diretora de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Angélica Laureano.

Segundo Bacci, a proposta da estatal segue uma tendência já adotada por outras grandes empresas, que adquirem grandes terrenos para instalar fazendas solares capazes de abastecer diversas operações.

Redução de custos e energia limpa para o sistema Petrobras

Ao ser questionado se a fazenda solar atenderia apenas ao terminal de Coari, Bacci afirmou que o objetivo é abastecer o “sistema Petrobras”. “Não sei se essa fazenda vai suprir toda a demanda da Petrobras, que é enorme. Para isso, precisaríamos de milhares de quilômetros quadrados. Mas a ideia é ao menos reduzir o custo com energia”, disse.

Atualmente, o terminal de Coari depende de energia gerada a partir de óleo diesel, com custos elevados e impactos ambientais significativos. A implementação de energia solar deve, portanto, representar um avanço relevante na redução de emissões de gases do efeito estufa e na modernização das operações logísticas da Petrobras.

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Perspectivas para implementação e ampliação

A expectativa é que o projeto solar para o terminal de Coari esteja em operação já no próximo ano, embora o executivo não tenha detalhado a quantidade de energia que será demandada pela Transpetro ou pelo sistema Petrobras como um todo.

“Estamos trabalhando com a diretora Angélica em um projeto mais amplo para o sistema Petrobras, no qual possamos, se possível, abastecer grande parte dos nossos ativos com usinas fotovoltaicas”, acrescentou Bacci durante a palestra, reforçando o compromisso da empresa com a expansão da matriz energética limpa e sustentável.

O movimento da Petrobras reflete a crescente adesão das empresas brasileiras a soluções de geração distribuída e energia renovável, acompanhando tendências globais de eficiência energética, redução de custos e responsabilidade ambiental.

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