Feninfra reforça urgência de regulamentação de postes durante posse de novos conselheiros da Anatel

Vivien Mello Suruagy destaca riscos e oportunidades para o setor elétrico e telecomunicações, defendendo coordenação entre Aneel e Anatel para infraestrutura segura e eficiente

Nesta quarta-feira (10), a presidente da Federação Nacional das Empresas de Infraestrutura e Telecomunicações (Feninfra), Vivien Mello Suruagy, participou da cerimônia de posse dos novos conselheiros da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Edson Victor Eugenio de Holanda e Octavio Penna Pieranti, no Auditório do Espaço Cultural Renato Guerreiro, em Brasília. Os dois novos integrantes assumem vagas no Conselho Diretor deixadas por conselheiros cujos mandatos se encerraram, reforçando a continuidade da regulação em um setor estratégico para a economia brasileira.

Durante o evento, Vivien enfatizou a necessidade urgente de retomar a discussão sobre a gestão de postes, tema crítico para o desenvolvimento do setor elétrico e das telecomunicações no Brasil.

Postes sobrecarregados: impacto direto no setor elétrico

Segundo a presidente da Feninfra, a atual infraestrutura de postes enfrenta sobrecarga e irregularidades que afetam não apenas os serviços de telecomunicações, mas também a operação das distribuidoras de energia elétrica. Vivien destaca:

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“É um ponto crítico para o desenvolvimento do setor. Milhões de estruturas estão sobrecarregadas por cabos irregulares, o que favorece ligações clandestinas, serviços ilegais e o roubo de fios, impactando a qualidade dos serviços prestados à população.”

No setor elétrico, postes sobrecarregados representam riscos significativos à confiabilidade do fornecimento, aumentando a vulnerabilidade a interrupções e acidentes. Além disso, essas irregularidades elevam custos operacionais e dificultam a manutenção preventiva das redes.

A coordenação entre Anatel e Aneel como prioridade

Vivien reforçou que uma solução efetiva depende da coordenação entre Anatel e Aneel, com regulamentação clara sobre responsabilidades e limites de ocupação das estruturas. A integração entre os órgãos é essencial para garantir a segurança física das redes de energia e telecomunicações, prevenir fraudes, ligações clandestinas e furtos de cabos, estimular investimentos em infraestrutura moderna e resiliente e reduzir riscos operacionais e otimizar processos de manutenção.

“Temos certeza de que será feito um belo trabalho, em continuidade ao realizado pelos conselheiros anteriores. Precisamos sempre reforçar a grande importância das telecomunicações para o desenvolvimento do nosso país”, disse Vivien, ressaltando a relevância estratégica da infraestrutura compartilhada para o setor elétrico.

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Desafios e oportunidades para o setor elétrico

A sobreposição de cabos de energia e telecomunicações nos postes é um problema antigo, mas que se intensificou com a expansão de redes de fibra óptica e com o crescimento do fornecimento de energia distribuída. A falta de regras claras aumenta o risco de sobrecarga, interrupções e acidentes, impactando consumidores, concessionárias e investidores.

Especialistas do setor energético destacam que a regulamentação adequada poderá gerar benefícios diretos:

  • Melhoria na confiabilidade do fornecimento de energia, evitando quedas e falhas técnicas;
  • Redução de perdas e furtos, otimizando o desempenho econômico das distribuidoras;
  • Facilitação de projetos de expansão e modernização, especialmente para renováveis e smart grids;
  • Maior segurança para trabalhadores, com regras claras de ocupação e manutenção de postes.

A Feninfra, como representante do setor, reforça que a atuação estratégica da Anatel junto à Aneel deve criar um ambiente regulatório previsível, que estimule investimentos e a eficiência operacional, fundamentais para atender à crescente demanda por energia e conectividade no país.

Infraestrutura elétrica como motor de desenvolvimento

O fortalecimento da gestão de postes não é apenas uma questão técnica, mas uma estratégia para consolidar a modernização da infraestrutura elétrica nacional, garantir resiliência das redes e preparar o país para o futuro digital e energético. Para Vivien, a integração entre regulação, fiscalização e boas práticas do setor é essencial para transformar desafios em oportunidades de crescimento sustentável.

“É um ponto crítico para o desenvolvimento do setor”, reforçou Vivien, destacando a urgência de medidas concretas que assegurem eficiência e segurança, promovendo a confiabilidade da matriz elétrica brasileira e o avanço tecnológico das telecomunicações.

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