Novo sistema fotovoltaico gerará 267,9 MWh/ano, economizando R$ 191 mil anualmente
O Supremo Tribunal Federal (STF), a mais alta corte do Judiciário brasileiro, deu um passo importante em direção à sustentabilidade energética ao inaugurar, nesta quinta-feira (4), um sistema fotovoltaico próprio em suas instalações, em Brasília. O projeto é fruto de um Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Neoenergia Distribuição S.A., com suporte do Programa de Eficiência Energética (PEE), coordenado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME).
A usina solar instalada será responsável por 7,6% do consumo energético do Anexo II do STF e possui capacidade instalada de 180,6 quilowatt-pico (kWp). A expectativa é de que o sistema gere anualmente 267,9 megawatt-hora (MWh), garantindo uma economia de R$ 191 mil por ano na conta de luz do tribunal.
Durante a cerimônia de inauguração, o secretário Nacional de Transição Energética e Planejamento, Thiago Barral, representando o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, enfatizou o papel institucional da Corte ao aderir à agenda da transição energética. “O ministro parabeniza o Judiciário por acreditar nesse projeto, sobretudo pelo simbolismo dessa atitude diante dos desafios climáticos atuais. Essa ação reforça o protagonismo das instituições públicas na construção de um futuro mais sustentável”, declarou Barral.
Iniciativas que Alavancam Sustentabilidade e Reduzem Custos
Além da implantação da usina solar, o STF também promoveu a modernização de seus sistemas de iluminação com a substituição de 3.678 lâmpadas convencionais por modelos LED. A iniciativa contribui para uma economia adicional de R$ 64 mil por ano e evita o consumo de mais 90 MWh anuais, fortalecendo ainda mais o impacto ambiental positivo da ação.
O Programa de Eficiência Energética da Aneel, que viabilizou tecnicamente a implementação, tem como objetivo incentivar o uso racional da energia elétrica por meio da modernização de equipamentos e da adoção de fontes limpas. A parceria com a Neoenergia, uma das principais distribuidoras de energia do país, viabilizou tanto o projeto de geração solar quanto o retrofit da iluminação.
De acordo com Eduardo Capelastegui, presidente da Neoenergia, a implementação da usina fotovoltaica no STF não apenas representa um marco institucional, mas também um modelo replicável para demais órgãos públicos. “Esse projeto mostra que é possível, sim, conciliar eficiência energética, economia e sustentabilidade. A Neoenergia tem orgulho de contribuir com essa transformação e estamos prontos para ampliar essa atuação em outras esferas do setor público”, afirmou.
A Importância da Transição Energética para o Futuro do País
A iniciativa ganha ainda mais relevância diante do atual contexto de transição energética vivenciado pelo Brasil e pelo mundo. O setor público, por ser um dos grandes consumidores de energia e formador de políticas, tem papel decisivo na condução do país rumo a uma matriz energética mais limpa e diversificada. A utilização de painéis solares em prédios governamentais também representa um compromisso com a redução das emissões de gases de efeito estufa, o combate ao desperdício e o uso responsável dos recursos públicos.
Para o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, a escolha pela energia solar é coerente com os princípios constitucionais de proteção ao meio ambiente e de administração pública eficiente. “É nossa obrigação dar exemplo. A adoção de fontes renováveis, além de ser um ato de responsabilidade ambiental, é também uma ação racional do ponto de vista econômico. O futuro do serviço público é sustentável”, declarou.
O movimento do STF segue a tendência crescente de investimento em geração distribuída e energia solar no setor público, impulsionado por políticas públicas de incentivo, linhas de crédito específicas e o amadurecimento do mercado fotovoltaico no país. Em 2023, o Brasil ultrapassou a marca de 37 GW de potência instalada em energia solar, consolidando-se como uma das lideranças mundiais no setor.
A economia gerada com o novo sistema e a modernização da iluminação representa não apenas alívio orçamentário, mas um legado de eficiência que poderá inspirar outros tribunais, autarquias e repartições públicas a seguirem pelo mesmo caminho. Mais do que cortar custos, o STF escolheu iluminar um novo modelo de gestão pública, mais verde, mais econômica e mais alinhada aos desafios contemporâneos.



