Impulsionada pela retomada em Parque das Conchas e queda histórica no custo de extração offshore, companhia consolida estrutura de capital e avança em Papa-Terra.
A BRAVA Energia apresentou, nesta quarta-feira (6), um balanço que marca um novo patamar para sua operação. No primeiro trimestre de 2026 (1T26), a companhia registrou um EBITDA Ajustado de US$ 310 milhões, salto de 52% na comparação anual e o maior nível histórico da petroleira. O desempenho financeiro foi acompanhado por uma receita líquida recorde de US$ 596 milhões, evidenciando a captura de sinergias e a maturação de seus principais ativos.
O fortalecimento do balanço permitiu uma desalavancagem expressiva: a relação dívida líquida/EBITDA recuou para 1,84x, o menor nível já registrado pela empresa, ante os 3,37x reportados no mesmo período de 2025. Com uma posição de caixa de US$ 1,08 bilhão, a BRAVA demonstra fôlego financeiro para sustentar seu agressivo ciclo de investimentos.
Eficiência operacional e o “fator offshore”
A produção média da BRAVA atingiu 76 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d) no trimestre, um incremento de 7% frente ao 1T25. O principal motor desse crescimento foi o campo de Parque das Conchas, que registrou alta de 31% na produção em relação ao trimestre anterior, após a conclusão bem-sucedida das intervenções programadas no início do ano.
Contudo, o dado que mais chamou a atenção do mercado foi a redução do lifting cost. O custo de extração consolidado caiu 18% em um ano, fixando-se em US$ 14,2/boe. O destaque absoluto ficou com o segmento offshore, que atingiu a mínima histórica de US$ 10,8/boe, uma redução de 39% na comparação com o primeiro trimestre de 2025.
Ao avaliar a estratégia que sustenta esses indicadores, o CFO da BRAVA, Luiz Carvalho, enfatiza a consistência da gestão: “Estes resultados são o reflexo direto da nossa disciplina financeira e da captura de eficiências operacionais em todo o portfólio. Alcançar esses recordes logo no início de 2026 confirma que estamos no caminho certo para maximizar a geração de valor e consolidar uma estrutura de capital cada vez mais robusta.”
Expansão em Papa-Terra e Solidez de Reservas
No campo operacional, a BRAVA segue o cronograma em Papa-Terra, onde iniciou a campanha integrada de perfuração de dois poços. A companhia adotou a técnica de batelada, método que permite realizar etapas similares de perfuração em sequência em diferentes poços, otimizando o deslocamento de sondas, recursos logísticos e tempo de operação.
A sustentabilidade da produção no longo prazo também foi reforçada pela nova certificação de reservas. O portfólio da companhia agora conta com 459 milhões de boe em reservas provadas (1P) e 611 milhões de boe em reservas provadas e prováveis (2P), garantindo a perenidade dos ativos e a previsibilidade de fluxo de caixa para os próximos ciclos.
Com a redução drástica da alavancagem e a estabilização dos custos de extração em níveis competitivos, a BRAVA Energia se posiciona como um dos players mais eficientes do setor upstream brasileiro, pronta para converter a robustez operacional em retornos crescentes aos seus acionistas.



