Taesa amplia receita com entrada de novos ativos e mantém alavancagem estável no 1º trimestre

Expansão da base de transmissão, reajuste da RAP e melhora operacional sustentam crescimento de receitas e Ebitda da companhia no início de 2026

A TAESA iniciou 2026 com avanço operacional sustentado pela expansão de sua infraestrutura de transmissão e pela entrada gradual de novos ativos em operação comercial. A companhia reportou lucro líquido regulatório de R$ 192,6 milhões no primeiro trimestre, alta de 2,3% em relação ao mesmo período do ano passado, reforçando a resiliência do segmento de transmissão em um ambiente de receitas previsíveis e indexadas.

O resultado foi acompanhado por crescimento consistente nos principais indicadores operacionais. A receita operacional líquida alcançou R$ 655,5 milhões, avanço anual de 9,6%, enquanto o Ebitda regulatório somou R$ 562,1 milhões, crescimento de 10,3% na comparação com o primeiro trimestre de 2025. A margem Ebitda atingiu 85,8%, evidenciando a capacidade da transmissora de preservar eficiência mesmo em um ciclo intensivo de expansão.

Expansão da transmissão impulsiona receita regulada

O principal vetor de crescimento da Taesa no trimestre foi a ampliação da Receita Anual Permitida (RAP), combinada à entrada de novos empreendimentos no portfólio. A receita de transmissão avançou 8,3%, refletindo o início da operação comercial da subsidiária Pitiguari e energizações parciais dos projetos Tangará e Saíra II.

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Além dos novos projetos, a companhia concluiu reforços relevantes em concessões já existentes, incluindo São Pedro, TSN e ATE III, fortalecendo a disponibilidade da rede e ampliando a base de ativos regulados.

O reajuste tarifário também teve impacto relevante sobre o desempenho. As concessões classificadas como categoria II, corrigidas pelo IGP-M, tiveram atualização de 7,03% no ciclo 2025-2026. Já os contratos vinculados ao IPCA registraram reajuste de 5,32%.

Com isso, a RAP consolidada da companhia, considerando ativos em operação e projetos em implantação, atingiu R$ 4,4 bilhões, consolidando a transmissora entre as maiores plataformas privadas do segmento no país.

Disponibilidade operacional melhora indicadores

Outro destaque do trimestre foi a redução expressiva da Parcela Variável (PV), indicador que mede descontos aplicados à receita em razão de indisponibilidade dos ativos.

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A companhia registrou PV de R$ 3,1 milhões no período, retração de 54,8% frente ao primeiro trimestre do ano anterior. O montante representou apenas 0,42% da receita de transmissão, sinalizando elevado nível de disponibilidade operacional do sistema.

A melhora operacional reforça um dos principais pilares do modelo de negócios das transmissoras: previsibilidade de caixa associada à elevada confiabilidade da infraestrutura.

CAPEX avança e empresa reforça estrutura de capital

A Taesa manteve ritmo elevado de investimentos para acelerar a implantação de novos empreendimentos. O CAPEX totalizou R$ 312,2 milhões no trimestre, crescimento de 16,6% na comparação anual.

Os aportes acompanham a estratégia da companhia de ampliar participação em projetos de transmissão licitados nos últimos ciclos da Aneel, em um momento de expansão estrutural da malha elétrica brasileira diante do crescimento das fontes renováveis e da necessidade de reforço da integração regional do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Na estrutura de capital, a dívida líquida encerrou março em R$ 12,76 bilhões, enquanto a alavancagem financeira permaneceu estável em 4,2 vezes dívida líquida/Ebitda.

Para sustentar o plano de expansão e preservar liquidez, a empresa realizou sua 21ª emissão de debêntures, captando R$ 800 milhões ao longo do trimestre.

Transmissão segue como ativo defensivo do setor elétrico

O desempenho da Taesa reforça o posicionamento do segmento de transmissão como um dos negócios mais resilientes do setor elétrico brasileiro. Em um ambiente marcado por volatilidade hidrológica, pressão tarifária e desafios de expansão da rede, transmissoras continuam operando com forte previsibilidade de receitas e elevada geração de caixa.

Ao mesmo tempo, a expansão da infraestrutura elétrica ganhou relevância estratégica com o avanço da geração renovável, da eletrificação industrial e da digitalização da economia, fatores que exigem novos corredores de transmissão e maior robustez operacional do SIN.

Para a Taesa, a combinação entre crescimento orgânico, disciplina financeira e estabilidade operacional deve seguir sustentando os resultados ao longo de 2026, especialmente à medida que novos ativos entram integralmente em operação comercial.

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