Substituição do GLP por baterias de lítio nos terminais do país garante eficiência energética de 95% e otimização logística.
A LATAM Cargo, divisão de transporte de cargas do Grupo LATAM, atingiu a marca de quase 100% de eletrificação de seus equipamentos de movimentação em solo no Brasil. Focada nos Terminais de Cargas (TECA), a transição substituiu frotas movidas a Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) por modelos elétricos de alta performance. A reformulação operacional nas unidades do país projeta uma redução de até 187 toneladas de emissões diretas de dióxido de carbono (CO₂) ao ano.
O avanço na frota de solo reflete uma trajetória contínua de descarbonização logístico-industrial dentro dos aeroportos. Em 2025, o índice de empilhadeiras elétricas na operação da companhia era de 72%, com projeção de atingir a totalidade da frota até o encerramento de 2026. Atualmente, a tecnologia já está integrada às rotinas de 9 dos 30 terminais de carga gerenciados pela empresa no território nacional, atuando desde a intralogística até o transbordo para as aeronaves.
Ao avaliar a consolidação do modelo de gestão sustentável nos terminais, o diretor da LATAM Cargo Brasil, Otávio Meneguette, ressalta a integração entre metas socioambientais e ganhos de produtividade: “Para a LATAM Cargo, sustentabilidade e eficiência precisam caminhar juntas. Ao modernizar nossas operações em solo e reduzir seu impacto ambiental, também fortalecemos a segurança, a produtividade e a qualidade do serviço prestado aos nossos clientes. São decisões operacionais que, somadas, geram resultados concretos para a companhia.”
Baterias de lítio elevam eficiência energética a 95% e reduzem tempo de recarga
Além dos ganhos ambientais imediatos na pegada de carbono, a substituição da matriz energética dos equipamentos de solo trouxe salto operacional relevante. A adoção de baterias de íon de lítio elevou a eficiência energética do maquinário para 95%, reduzindo drasticamente as perdas operacionais em relação aos motores de combustão interna.
O ganho de produtividade também se reflete na gestão de infraestrutura de recarga e no tempo de disponibilidade do maquinário. O ciclo de carregamento das baterias caiu do patamar de 8 a 12 horas (exigido por tecnologias anteriores) para até 2 horas. A autonomia estendida eliminou a necessidade de trocas de bateria no meio dos turnos. Na comparação com o modelo anterior a GLP, no qual a substituição dos cilindros demandava o envolvimento de dois colaboradores e paradas de até 20 minutos, a eletrificação eliminou gargalos logísticos no pátio.
Estratégia global de descarbonização e eficiência energética
A eletrificação do suporte em solo integra a arquitetura de transição energética do Grupo LATAM para mitigar a pegada ambiental da aviação. Através de um conjunto integrado de otimizações tecnológicas e operacionais, a companhia evita a emissão anual de mais de 1 milhão de toneladas de CO₂.
No âmbito do consumo de querosene de aviação (QAV), a estratégia abrange soluções como a aplicação da tecnologia AeroSHARK, filme superficial que imita a textura da pele de tubarão para reduzir o atrito aerodinâmico, procedimentos de taxiamento com apenas um motor ligado, redução do peso das cabines por meio de assentos mais leves e a remoção de telas suspensas obsoletas.
O desempenho nas métricas de governança ambiental e transição energética garantiu à LATAM, pelo segundo ano consecutivo, posição de destaque no ranking global de sustentabilidade da S&P Global, figurando entre as operadoras aéreas de melhor performance socioambiental do setor.



