Executivo liderará o fórum no biênio 2026-2027 ao lado de Rodrigo Ferreira e Alessandra Torres; entidade finaliza documento estratégico em parceria com a Volt Robotics.
O Fórum das Associações do Setor Elétrico (FASE) oficializou, nesta quarta-feira (24/06), a recondução de Mário Menel para a presidência da entidade no biênio 2026-2027. O executivo, que acumula o comando da Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia (Abiape), permanece à frente do principal colegiado institucional do setor, responsável por congregar as associações que representam a cadeia de geração, transmissão, distribuição, comercialização e os grandes consumidores de energia do país.
A governança do fórum para o novo ciclo terá continuidade na vice-presidência com o comando de Rodrigo Ferreira, presidente-executivo da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel). A estrutura de liderança ganha um novo componente com a eleição de Alessandra Torres, presidente-executiva da Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa (Abragel), que assume a segunda vice-presidência da entidade.
Agenda FASE 2026 desenha prioridades para próximos governantes
A transição da diretoria coincide com um posicionamento político e institucional estratégico. O FASE acelerou as discussões internas para a conclusão do documento “Agenda FASE 2026: Energia para Desenvolver o Brasil”, desenvolvido em parceria de consultoria com a Volt Robotics. O objetivo central da iniciativa é consolidar propostas estruturais de consenso setorial para subsidiar as diretrizes de planos de governo de candidatos à Presidência da República.
A estratégia foca no pragmatismo institucional, desenhando recomendações regulatórias e legislativas prioritárias projetadas especificamente para os primeiros 100 dias do mandato executivo que se iniciará após o próximo pleito eleitoral.
Consensos e desafios na conversão de potencial em consumo
A permanência do dirigente ocorre em uma conjuntura marcada pela necessidade de readequação da governança e da sustentabilidade financeira do mercado físico e regulado, exigindo coordenação política para mitigar os encargos setoriais.
Ao avaliar o panorama da indústria elétrica nacional e as metas de sua nova gestão à frente do colegiado, Mário Menel ressalta a dualidade entre o crescimento da oferta renovável e os gargalos sistêmicos de demanda: “O FASE cumpriu um papel fundamental na construção de consensos e no amadurecimento técnico de pautas vitais para a modernização do nosso mercado de energia. Contudo, os desafios que temos pela frente são urgentes e de enorme magnitude. O Brasil aprendeu a expandir sua matriz com fontes limpas, mas o próximo ciclo exigirá de nós a capacidade de alinhar a operação e a regulação para transformar esse potencial em consumo produtivo e reverter os crescentes entraves sistêmicos.”
O posicionamento do fórum sinaliza que as prioridades institucionais estarão voltadas para a harmonização entre segurança física de suprimento e modicidade tarifária, pavimentando o debate para a abertura sustentável do mercado livre e o rearranjo regulatório das concessões.



