Com assinatura antecipada em Brasília, distribuidora eleva aportes em 30% até 2030; foco está na resiliência climática das redes e na digitalização do sistema para 2.2 milhões de clientes.
A EDP, grupo luso-brasileiro com atuação integrada no setor elétrico, selou nesta sexta-feira (8) a renovação do seu contrato de concessão de distribuição de energia em São Paulo até 2058. A assinatura, realizada em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, oficializa a extensão por mais 30 anos da operação da companhia em 28 municípios paulistas, abrangendo regiões estratégicas como o Alto Tietê, Vale do Paraíba e Litoral Norte.
O novo contrato segue as diretrizes estabelecidas pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e pela Aneel, que condicionam a renovação a critérios mais rigorosos de qualidade e continuidade. Ao antecipar o processo em dois anos, a EDP assegura estabilidade regulatória para um plano de expansão robusto: a empresa anunciou investimentos de R$ 5 bilhões entre 2025 e 2030, um incremento de 30% em relação ao ciclo anterior.
Compromisso com a resiliência e digitalização
A área de concessão da EDP São Paulo atende 2,2 milhões de unidades consumidoras. O novo aporte financeiro prioriza a modernização da infraestrutura energética para enfrentar os desafios de um cenário de eventos climáticos extremos. O plano inclui a automação extensiva do sistema e o reforço da robustez das redes para mitigar interrupções e acelerar o reestabelecimento do fornecimento.
Durante o ato de assinatura, o CEO da EDP na América do Sul, João Brito Martins, destacou a solidez da operação brasileira dentro da estratégia de internacionalização do grupo: “Este importante marco que celebramos hoje materializa o nosso compromisso com o Brasil, que começou há 30 anos, que agora se renova por mais 30 anos. Agradeço a confiança da presidência do Brasil, do Ministério de Minas e Energia, da Aneel e dos nossos clientes no trabalho consistente da EDP. É o reconhecimento de uma trajetória de superação de desafios: alcançamos a universalização do serviço e conquistamos índices recordes de qualidade, tornando a nossa rede mais digital e robusta.”
O executivo também ressaltou que o movimento marca as celebrações de meio século da companhia: “Conquistar esta renovação no ano em que celebramos 50 anos de vida enquanto empresa e 30 anos de presença no Brasil marca o início de um novo capítulo da nossa história de sucesso, neste que foi o primeiro país de internacionalização. Este feito reforça o compromisso da companhia com o desenvolvimento do estado de São Paulo e do Brasil e é, acima de tudo, um reconhecimento à dedicação da nossa equipe. Tenho imenso orgulho do que a nossa equipe construiu até aqui. Ao anteciparmos a renovação em dois anos, garantimos a estabilidade necessária para continuarmos modernizando o sistema e entregando excelência.”
Transição energética justa e impacto social
Além do reforço na rede de média e alta tensão, a EDP integra em seu plano de negócios ações voltadas à eficiência energética e ao desenvolvimento socioeconômico regional. Somente nos últimos cinco anos, a distribuidora destinou R$ 28 milhões a projetos sociais, beneficiando meio milhão de pessoas em sua área de atuação.
Um dos destaques técnicos e sociais é o programa Comunidade IN, que implementou uma Microusina Solar Social em Roseira (SP). O projeto já gerou economia acumulada superior a R$ 110 mil para 154 famílias da Favela dos Sonhos, em Ferraz de Vasconcelos. Na área de Eficiência Energética, a companhia investiu R$ 350 milhões em 25 anos, resultando em uma economia anual de 185 GWh, volume equivalente ao consumo total do município de Suzano.
Modernização de residências e segurança
A estratégia de renovação também contempla a segurança do sistema na ponta do consumo. Em Suzano, por exemplo, o programa de reforma de moradias prioriza a substituição de instalações elétricas precárias, reduzindo riscos de curtos-circuitos e promovendo o uso racional da energia.
Com a renovação garantida por três décadas, a EDP posiciona-se para liderar a modernização tecnológica no interior paulista, equilibrando a modicidade tarifária com a necessidade de investimentos intensivos em uma rede cada vez mais descentralizada e digital.



