Eletronuclear oficializa novos nomes para presidência e diretoria financeira

Com perfil técnico voltado à gestão pública, companhia também oficializa Gustavo Loureiro Chagas na Diretoria Financeira; foco recai sobre governança e sustentabilidade do programa nuclear.

A Eletronuclear formalizou, nesta sexta-feira (1º), uma reestruturação em sua alta cúpula executiva. Raphael Ehlers dos Santos passa a responder interinamente pela presidência da estatal, sucedendo Alexandre Caporal. Ehlers manterá, de forma acumulada, suas funções à frente da Diretoria Técnica, garantindo a continuidade dos projetos de engenharia e manutenção das centrais nucleares de Angra dos Reis.

A movimentação ocorre em um cenário estratégico para a companhia, que busca consolidar diretrizes de eficiência operacional e transparência. Acompanhando a mudança na presidência, Gustavo Loureiro Chagas foi nomeado para assumir a Diretoria Financeira da organização, completando a equipe que terá o desafio de gerir os ativos nucleares brasileiros em um período de transição regulatória e financeira.

Experiência setorial e foco em gestão

A escolha dos novos executivos reforça o caráter técnico da administração. Raphael Ehlers dos Santos é engenheiro mecânico e integra o quadro de servidores federais de carreira do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). Com mais de duas décadas dedicadas ao setor energético, o executivo aporta o conhecimento necessário para gerir a complexidade técnica e institucional intrínseca à geração termonuclear.

- Advertisement -

No braço financeiro, Gustavo Loureiro Chagas traz uma trajetória sólida de 15 anos no setor elétrico. Economista e mestre na área, Chagas possui experiência acumulada em empresas de transmissão e na Eletrobras (atual Axia Energia), onde ocupava o cargo de gerente executivo antes de aceitar o convite para integrar o corpo diretivo da Eletronuclear.

Continuidade operacional e governança

Apesar das trocas no comando máximo e nas finanças, as demais diretorias da estatal permanecem sem alterações. Essa estabilidade nos demais quadros visa assegurar o andamento de processos críticos, como o Plano de Gestão de Vida de Angra 1 e as tratativas para a retomada definitiva das obras de Angra 3.

Em comunicado oficial divulgado ao mercado e aos colaboradores, a liderança da estatal reforçou os pilares que guiarão a nova gestão: “A companhia reafirma seu compromisso com a segurança e a excelência operacional das usinas de Angra 1 e Angra 2, com a governança, a transparência, com a sustentabilidade econômico-financeira e com o fortalecimento do Programa Nuclear Brasileiro.”

O mercado agora aguarda os próximos passos da diretoria, especialmente no que tange ao diálogo com os órgãos reguladores e ao equilíbrio econômico-financeiro da estatal, elementos vitais para a expansão da fonte nuclear na matriz elétrica brasileira e a garantia da base de carga do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Destaques da Semana

MME recua e veda gás da União para termelétricas do SIN em futuros leilões

Nota técnica corrige declaração do ministro Alexandre Silveira e...

Petrobras confirma nova descoberta de gás natural em águas profundas na Colômbia

Perfuração do poço exploratório Sandia-1 consolida província gasífera no...

Artigos

Últimas Notícias