Parceria entre Copel e Sistema Fiep visa consolidar uma matriz energética mais eficiente, competitiva e sustentável para impulsionar o desenvolvimento do Estado
Empresários da indústria do Paraná ganharam mais tempo para contribuir com uma das iniciativas mais relevantes para o futuro energético do Estado. Foi prorrogado até o dia 30 de abril o prazo para envio das informações que irão subsidiar o Mapa Energético do Paraná, projeto inédito no país e resultado de uma parceria estratégica entre a Copel (Companhia Paranaense de Energia) e o Sistema Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná).
O prazo anterior, que se encerrava em 31 de março, foi ampliado com o objetivo de garantir a máxima participação das empresas, especialmente aquelas conectadas à média e à alta tensão, que possuem demandas energéticas mais complexas. O preenchimento do questionário pode ser feito diretamente pelo site oficial da iniciativa: https://mapeamentoenergetico.obs.ind.br.
Com investimentos de R$ 469 mil, divididos igualmente entre as instituições parceiras, o projeto pretende oferecer um panorama detalhado da matriz energética paranaense, contemplando demandas atuais e projeções futuras. A partir disso, será possível desenvolver políticas públicas mais eficazes e fomentar investimentos sustentáveis em todas as regiões do Paraná.
Ferramenta estratégica para o crescimento sustentável
O Mapa Energético será uma plataforma interativa e visual, reunindo dados precisos sobre o consumo e a disponibilidade de energia no Estado. A ferramenta permitirá análises mais profundas sobre a estrutura do setor elétrico paranaense, além de apoiar decisões estratégicas para o desenvolvimento regional, tanto na esfera pública quanto na privada.
“Com este mapeamento, conseguiremos antecipar as necessidades de infraestrutura energética nas diferentes regiões, otimizando a alocação de recursos e garantindo o fornecimento de energia de qualidade para acompanhar o crescimento do Estado”, afirma Daniel Slaviero, presidente da Copel.
De acordo com os idealizadores, a iniciativa também trará impactos significativos para o setor agroindustrial, um dos principais motores econômicos do Paraná. Com acesso facilitado a dados sobre disponibilidade energética, empresas poderão planejar investimentos com mais segurança, maximizando a geração de empregos e riqueza local.
Participação ativa do setor produtivo é essencial
A efetividade do Mapa Energético depende diretamente do engajamento do setor industrial. O formulário disponibilizado busca identificar, de forma precisa, o perfil de consumo energético das empresas, suas perspectivas de crescimento e os desafios enfrentados para garantir o fornecimento estável e competitivo de energia.
Para Edson Vasconcelos, presidente do Sistema Fiep, a construção de um diagnóstico energético atualizado é fundamental para alinhar a oferta e a demanda: “O Mapa é uma ferramenta que irá apoiar o setor produtivo a tomar decisões estratégicas e também contribuirá para que o Estado do Paraná continue sendo referência em infraestrutura e competitividade industrial.”
O levantamento está sendo conduzido pelo Observatório Sistema Fiep, braço da federação voltado à produção e gestão de conhecimento estratégico. A expectativa é que os dados coletados sirvam de base para a elaboração de cenários futuros, colaborando com o planejamento de longo prazo da matriz energética estadual.
Potencial para ser replicado em outros estados
Além dos ganhos diretos para o Paraná, a experiência com o Mapa Energético pode se tornar referência nacional. É a primeira vez que uma federação das indústrias e uma companhia de energia se unem para criar uma base de dados estruturada sobre consumo e demanda energética com participação ativa da iniciativa privada.
A metodologia poderá ser replicada por outros estados, contribuindo para uma gestão energética mais integrada e eficiente em nível nacional — o que é especialmente relevante diante dos desafios impostos pela transição energética e pelas metas de descarbonização assumidas pelo Brasil.
Portanto, empresários e gestores industriais paranaenses têm agora uma oportunidade concreta de contribuir para um projeto transformador. A prorrogação do prazo até 30 de abril é uma chance valiosa de garantir que suas demandas energéticas sejam consideradas no planejamento do futuro energético do Paraná.



