Usina Solar de Videira Vai Abastecer Escolas de Santa Catarina e Diminuir Custos com Energia

Com investimento de R$ 4,8 milhões, usina fotovoltaica instalada em Videira reforça aposta do estado em fontes limpas e geração distribuída

Santa Catarina deu mais um passo concreto rumo a uma matriz energética mais sustentável com a inauguração da Usina Solar Fotovoltaica (UFV) Videira. O empreendimento, fruto da parceria entre o Governo do Estado e a Celesc, foi apresentado oficialmente na última quinta-feira (3) durante o evento “Santa Catarina Levada a Sério”, realizado na cidade de Videira, no Meio-Oeste catarinense.

Com potência instalada de 1 megawatt (MW), a usina solar representa um avanço importante na diversificação da matriz energética estadual, alinhando eficiência, responsabilidade ambiental e economia para o setor público. Construída sob o modelo de Geração Distribuída (GD), toda a energia produzida será convertida em créditos destinados a compensar o consumo de escolas da rede estadual de ensino, proporcionando uma redução de até 10% nas faturas de energia elétrica dessas unidades.

O projeto envolveu um investimento de R$ 4,8 milhões, com financiamento viabilizado por meio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e executado pela empresa Quantum Engenharia. A obra integra a estratégia da Celesc de ampliar seu parque gerador com foco em fontes limpas, e marca a quinta usina solar da companhia em operação no estado.

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Sustentabilidade na prática e na sala de aula

Para o governador Jorginho Mello, a iniciativa vai além da economia: ela insere a sustentabilidade no dia a dia das escolas e da comunidade. “Com projetos como este, avançamos na transição para uma matriz energética mais limpa e eficiente, garantindo benefícios diretos para nossa população e para o meio ambiente. Estamos investindo no futuro das nossas crianças e jovens, levando energia renovável para as escolas estaduais”, afirmou o governador durante a inauguração.

A usina, além de reduzir os custos com energia elétrica na rede de ensino, permitirá que o tema da energia solar e das fontes renováveis ganhe protagonismo nas escolas, promovendo uma educação mais alinhada com os desafios ambientais contemporâneos. Trata-se de um modelo que associa economia de recursos públicos à formação de cidadãos mais conscientes sobre o uso racional da energia.

Celesc amplia portfólio de geração limpa

A UFV Videira é a mais nova integrante da lista de usinas solares da Celesc, que já conta com unidades em operação nas cidades de Lages (UFV I e II), Campos Novos e São José do Cedro. Além das solares, a estatal também opera a CGH Maruim, uma pequena central hidrelétrica. Juntas, essas unidades compõem um portfólio estratégico voltado à transição energética, com forte ênfase em geração sustentável.

Segundo Elói Hoffelder, diretor de Geração, Transmissão e Novos Negócios da Celesc, o projeto reforça a política da empresa de fomentar soluções sustentáveis. “A UFV Videira representa mais um passo na diversificação da nossa matriz energética. Seguiremos investindo em fontes limpas para garantir um suprimento de energia mais eficiente e ambientalmente responsável”, declarou.

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Já o diretor de Distribuição da Celesc, Cláudio Varella, também presente no evento, destacou que a iniciativa tem potencial para se tornar referência no uso da geração distribuída no setor público, especialmente em áreas essenciais como a educação.

Execução técnica e viabilidade econômica

A usina foi construída pela Quantum Engenharia, parceira tradicional da Celesc em projetos de energia solar. Gilberto Vieira Filho, diretor-presidente da empresa, ressaltou a importância de investir em uma fonte abundante, limpa e acessível. “É uma alegria imensa participar deste empreendimento. A energia solar é uma das principais apostas para o futuro e iniciativas como essa mostram que é possível aliar sustentabilidade à responsabilidade fiscal e social”, afirmou.

Com esse projeto, Santa Catarina avança não apenas em direção a uma matriz energética menos poluente, mas também na consolidação de políticas públicas que conectam inovação, educação e economia. O modelo adotado em Videira, se replicado, pode transformar o modo como governos estaduais utilizam a geração distribuída para abastecer serviços públicos, reduzindo despesas e reforçando o compromisso ambiental.

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