Petrobras obtém aval em Gana para negociar quatro blocos offshore na Bacia de Keta

Autorização do Ministério de Energia local permite tratativas diretas para quatro ativos exploratórios na África Ocidental

A Petrobras deu um passo concreto em seu plano de expansão internacional ao obter aprovação do Ministério de Energia e Transição Verde de Gana para negociar contratos de exploração offshore. A manifestação de interesse da estatal brasileira contempla quatro blocos localizados na Bacia de Keta, área situada na costa ocidental do continente africano.

Com o aval do governo ganês, a companhia ingressa na fase de negociação direta dos termos e condições contratuais. A Bacia de Keta atrai o interesse da indústria petrolífera por apresentar similaridades geológicas com a margem continental do Atlântico Sul, região onde a Petrobras detém histórico técnico consolidado no desenvolvimento de campos em águas profundas e ultraprofundas.

Alinhamento estratégico e recomposição de reservas

O movimento na África Ocidental atende às diretrizes do Plano de Negócios da petroleira. A busca por novas fronteiras visa recompor as reservas de petróleo e gás natural da companhia, compensando o declínio natural de campos maduros e diversificando o portfólio de ativos no Brasil e no exterior.

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Em comunicado oficial, a petroleira detalhou a orientação estratégica que fundamenta o investimento na região: “A iniciativa está alinhada à estratégia da Petrobras de recomposição das reservas de óleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras, tanto no Brasil quanto no exterior, conforme previsto em seu Plano de Negócios. A avaliação de novas oportunidades busca diversificar o portfólio exploratório da companhia, promovendo a geração de valor e a sustentabilidade de longo prazo de seus negócios.”

Retorno ao continente africano

As tratativas em Gana marcam a retomada da presença exploratória da Petrobras no continente africano. A diversificação geográfica busca mitigar riscos regulatórios e geológicos, posicionando a estatal em bacias marinhas de alto potencial para assegurar a sustentabilidade operacional e o suprimento de longo prazo.

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