BioRen avança no mercado offshore com tecnologia anti-incrustante certificada pela DNV

Sistema eletromagnético reduz em mais de 90% a fixação do coral-sol em sondas de perfuração, preserva a eficiência térmica de box coolers e apoia a integridade de ativos de P&G

A aplicação de tecnologias preventivas para controle de bioincrustações ganha espaço na gestão de integridade e manutenção de ativos offshore. A desenvolvedora BioRen levou ao setor de petróleo e gás um sistema baseado na emissão de campos eletromagnéticos projetado para mitigar a fixação de microrganismos e espécies marinhas em superfícies submersas de embarcações de apoio, sondas de perfuração e plataformas.

A solução já foi aplicada em mais de 100 estruturas e conta com a certificação da DNV (Det Norske Veritas), que atestou a segurança da aplicação em condições operacionais reais, sem impactos negativos ao ecossistema marinho ou riscos à integridade das instalações.

Gargalos térmicos e custos operacionais em águas profundas

O crescimento de organismos marinhos em componentes submersos compromise o desempenho de sistemas fundamentais para a operação offshore. Equipamentos como caixas de mar, filtros e box coolers estão continuamente expostos ao processo.

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A formação de incrustações nessas estruturas reduz a eficiência da troca térmica e exige maior potência dos sistemas de resfriamento, elevando o consumo de combustível e os custos de O&M das unidades. Em ativos que operam em águas profundas e ultraprofundas, a mitigação prévia evita paradas não programadas para limpeza e aumenta a disponibilidade operacional de equipamentos críticos.

Mitigação do coral-sol e licenciamento ambiental

Além dos ganhos térmicos, a tecnologia atua sobre uma das principais exigências regulatórias do mar territorial brasileiro: o controle do coral-sol, espécie invasora de alto impacto ambiental. Em testes operacionais realizados em uma sonda de perfuração a serviço da TotalEnergies, o sistema apresentou redução superior a 90% na fixação do organismo em relação a campanhas anteriores.

Avaliando o alinhamento da solução às demandas ESG do setor de energia, a liderança da desenvolvedora destaca o ganho preventivo: “O avanço de uma solução inovadora e com patente reconhecida para o controle da proliferação desses organismos nocivos mostra que é possível aumentar a eficiência operacional na navegação, reduzir emissões e proteger a biodiversidade marinha ao mesmo tempo. Nesses casos, a prevenção passa a fazer parte da estratégia operacional e ambiental das empresas”, afirma Luiz Gustavo Cidade, CEO da BioRen.

Prevenção integrada aos planos de manutenção

A mudança da abordagem reativa (limpeza pós-acúmulo) para o controle preventivo altera a dinâmica de gestão de ativos em campanhas de exploração e produção (E&P). Ao impedir a fixação primária dos organismos, as operadoras conseguem preservar o rendimento energético dos sistemas de troca térmica, reduzir intervenções de alto custo em alto-mar e atender aos padrões ambientais exigidos para a proteção da biodiversidade marinha.

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