Emaster amplia usina solar para 300 kWp e atinge autonomia energética industrial

Fabricante de elevadores automotivos expande parque fotovoltaico para acompanhar carga fabril, reduzindo 13 toneladas de CO₂ ao ano.

A busca por previsibilidade de custos, segurança de suprimento e descarbonização dos processos produtivos continua impulsionando a penetração da Geração Distribuída (GD) no parque industrial brasileiro. Em linha com essa tendência de transição energética corporativa, a Emaster Elevadores Automotivos concluiu a ampliação de seu sistema de geração fotovoltaica, expandindo a estrutura para quase 500 painéis solares em sua planta fabril.

A decisão de aportar novos investimentos na infraestrutura de autoprodução foi impulsionada pela aceleração da demanda operacional da empresa, cuja curva de carga superou a capacidade do arranjo fotovoltaico original. Com o upgrade tecnológico, a potência instalada da usina aproxima-se de 300 quilowatts-pico (kWp), permitindo elevar a taxa de cobertura de autoprodução e reduzir substancialmente a exposição do ativo às tarifas da rede de distribuição convencional.

Ao projetar o papel estratégico da transição para fontes limpas na expansão dos negócios, o CEO da Emaster Elevadores Automotivos, Flavio Fornasier, destaca o alinhamento entre diretrizes econômicas e sustentabilidade no longo prazo: “A motivação principal foi acompanhar o próprio crescimento da empresa. Além da questão econômica, existe um compromisso genuíno com o futuro. Investir em energia limpa é pensar no legado que queremos construir.”

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Mitigação de emissões e previsibilidade na gestão de energia

A nova configuração da usina solar é dimensionada para entregar uma geração anual superior a 340 mil quilowatts-hora (kWh). A energia limpa gerada é suficiente para cobrir praticamente a totalidade do consumo de energia elétrica do processo produtivo da unidade industrial, garantindo à operação um modelo de produção de baixo carbono.

Sob o prisma ambiental, o deslocamento da energia da rede elétrica evita a emissão anual de aproximadamente 13 toneladas de dióxido de carbono (CO₂) no inventário da empresa. Essa redução na pegada de carbono equivale ao volume absorvido por cerca de 600 árvores adultas em fase de crescimento.

Além do ganho ambiental direto, a estratégia de geração própria confere estabilidade ao fluxo de caixa operacional ao mitigar a volatilidade das tarifas e bandeiras tarifárias sobre o custo de manufatura. A gestão energética eficiente passa a atuar como alavanca de competitividade em um mercado caracterizado por margens pressionadas e rigor nas cadeias de suprimento.

Economia circular e gestão ambiental integrada na manufatura

A migração fotovoltaica faz parte de um plano integrado de ecoeficiência operacional que envolve a otimização de fluxos de fabricação, contenção de resíduos e gestão de ciclo de vida do portfólio. O portfólio de produtos da empresa, que inclui elevadores pantográficos, sistemas automotivos de diferentes capacidades e equipamentos para movimentação fabril, foi projetado sob conceitos de durabilidade e robustez técnica para estender a vida útil dos ativos em campo.

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Ao analisar como a integridade dos equipamentos dialoga com as metas ambientais corporativas, Flavio Fornasier observa que a agenda ESG da empresa atravessa a engenharia dos produtos: “A sustentabilidade não está concentrada em uma única ação; ela faz parte de como planejamos e conduzimos o negócio. Produtos duráveis também são uma forma de reduzir impactos ambientais.”

Consolidação da GD fotovoltaica na matriz industrial

O investimento da fabricante espelha a maturação da energia fotovoltaica como solução de engenharia e gestão de custos no segmento produtivo. Levantamentos da Agência Internacional de Energia (IEA) confirmam o avanço acelerado da geração distribuída no setor industrial globalmente, enquanto dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) indicam a consolidação dos sistemas próprios como pilar de competitividade no mercado nacional.

Ao projetar o papel da indústria na consolidação da transição energética e na modernização do setor elétrico, Flavio Fornasier sintetiza a visão do grupo quanto ao modelo de negócios: “Crescimento e sustentabilidade não são objetivos opostos; pelo contrário, caminham juntos. A indústria precisa assumir seu papel na construção de um futuro mais equilibrado.”

A ampliação do parque solar integra uma jornada contínua de modernização da infraestrutura da Emaster. A empresa avalia novos aportes em tecnologias limpas e soluções de eficiência energética para manter a escalabilidade da produção em parâmetros sustentáveis.

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